Dois homens são presos acusados de contrabandear medicamentos para emagrecer

Os acusados foram abordados em um ônibus na rodovia Castello Branco (SP-280)

Por Da Redação

Os produtos foram considerados impróprios para consumo e potencialmente perigosos à saúde pública

Dois homens foram presos acusados de contrabandear medicamentos para emagrecimento na altura do quilômetro 74 da rodovia Presidente Castello Branco (SP-280), em Itu.

Segundo a Polícia Rodoviária, durante uma ação de fiscalização, uma equipe abordou um ônibus interestadual que seguia de Foz do Iguaçu para São Paulo. Na vistoria física e documental do veículo, nada de irregular foi encontrado. No entanto, durante entrevistas com os passageiros, um dos ocupantes declarou espontaneamente que transportava produtos estrangeiros sem documentação.

Ao ser submetido à busca pessoal, os policiais localizaram uma embalagem escondida na região pélvica do suspeito, contendo 32 ampolas de fármaco. No compartimento de bagagens, foram ainda apreendidos 25 frascos de perfumes importados, escondidos entre brinquedos de pelúcia.

O indivíduo confessou ter recebido os produtos no terminal rodoviário de Foz do Iguaçu, de uma pessoa não identificada, e que deveria entregá-los no terminal da Barra Funda, na capital paulista, em troca de R$ 200. Ele já possuía passagens pela polícia e cumpria medida cautelar por condenação anterior por roubo.

Durante a fiscalização, outro passageiro, que ocupava a poltrona 79, apresentou informações contraditórias sobre sua viagem. Diante da suspeita, os policiais pediram que ele indicasse sua bagagem. O homem então confessou que também transportava medicamentos sem documentação.

Na mala, foram encontradas 360 ampolas do medicamento Tirzerpatide, 96 de Retratrutide, dois frascos de Semaglix, quatro recipientes de Lipoles, seis tubos de Gen-Tirz, uma ampola do anabolizante Testoviron, um frasco de Primobolan, 31 perfumes importados e dois celulares usados.

O suspeito afirmou que havia recebido as mercadorias no terminal rodoviário de Foz do Iguaçu e que receberia entre R$ 500 e R$ 1.000 pelo transporte até São Paulo, onde entregaria o material a uma pessoa desconhecida.

Nenhum dos detidos apresentou documentação fiscal dos produtos apreendidos. Segundo a polícia, trata-se de medicamentos controlados e de origem estrangeira, que exigem transporte refrigerado para garantir sua integridade. Como isso não foi respeitado, os produtos foram considerados impróprios para consumo e potencialmente perigosos à saúde pública.