Paraquedista será cremada hoje e cinzas transportadas ao Chile

Carolina Muñoz Kennedy morreu sábado após queda em Boituva

Por Cruzeiro do Sul

Carolina Muñoz Kennedy, de 40 anos, residia em Boituva



O velório da paraquedista chilena Carolina Muñoz Kennedy, de 40 anos, ocorre hoje (29), das 10h à meia-noite, na casa da família, em Boituva. Depois, ela será cremada. As cinzas serão levadas para o Chile. A atleta morreu no sábado (26), após um salto. A Delegacia de Boituva investiga o acidente. A queda, na rua Alzira Agostinho Atalla, na Vila dos Ipês, teria sido causada por problemas nos paraquedas principal e no de reserva.

De acordo com a Polícia Civil, a linha de investigação é de morte suspeita/acidental. Todas as provas já foram colhidas e preservadas. Agora, serão agendados depoimentos. Perícias estão sendo realizadas no local da queda e nos equipamentos. O corpo também passou por exame no Instituto Médico Legal (IML) de Sorocaba.

Um vídeo divulgado nas redes sociais mostra o acidente. Na gravação, Carolina gira várias vezes no ar, perde altitude e cai. Em nota, a Confederação Brasileira de Paraquedismo (CBPQ) informou que a atleta usava um equipamento de alta performance. Depois de pular, o paraquedas principal apresentou uma falha. Com isso, ela precisou realizar o procedimento de emergência. Porém, não conseguiu pousar em local adequado.

Ainda conforme a CBPQ, as causas do acidente serão esclarecidas em relatório a ser elaborado por uma comissão técnica da entidade. A partir do resultado, a entidade promete reforçar a segurança nos saltos, para evitar novos acidentes. “(...) De modo que possamos propor aos nossos filiados novos procedimentos quanto ao uso de equipamentos de alta performance”.

De acordo com a confederação, para ser produzido, o relatório depende da perícia no paraquedas e da liberação do equipamento pela Polícia Civil. Por isso, não há prazo previsto para a expedição do documento.

A instituição reforçou ainda o seu compromisso com a segurança e a integridade de todos os envolvidos na atividade esportiva, assim como lamentou o acidente. “Neste momento difícil, nossos pensamentos estão para a nossa querida atleta, seus familiares e toda a comunidade paraquedista.”

O clube de atletas de paraquedismo Fly Now também homenageou Carolina. Em nota publicada nas mídias sociais, o clube se manifestou assim: “Sorriso fácil, sempre ajudando todo mundo, um amor imenso pelos animais e pelos seres humanos que fará muita falta nesse plano. Papai do céu leva os melhores primeiro, nós te amaremos para todo o sempre Carito. Você estará presente em nossas melhores lembranças”.

Falha em paraquedas

Conforme a Secretaria da Segurança Pública (SSP) do Estado de São Paulo, um funcionário da escola de paraquedismo responsável pela operadora de aviões compareceu à unidade policial na noite de sábado (26). Ele confirmou que, após problemas no salto, Carolina chegou a acionar o paraquedas reserva. Contudo, por razões ainda desconhecidas, ele não funcionou adequadamente, resultando na queda.

A mulher recebeu os primeiros atendimentos do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) no local e foi levada ao hospital São Luiz, mas morreu na unidade de saúde. (Thais Marcolino e Vinicius Camargo com Colaboração de Gabrielle Pustiglione Camargo)