Justiça torna presidente da Câmara de Itu inelegível

Por Cruzeiro do Sul

Ricardo Giordani disse que vai apresentar recurso

O presidente da Câmara Municipal de Itu, Ricardo Giordani (PSB), foi declarado inelegível por oito anos pela Justiça Eleitoral. A condenação ocorreu na última quinta-feira (17) e se baseou na leitura de um documento falso durante uma sessão da Câmara, que teria a intenção de prejudicar um adversário político.

Em sua decisão, o juiz eleitoral Cássio Mahuad destacou que “a leitura do documento, apresentado com a ciência de sua falsidade, visava claramente descredibilizar um vereador concorrente.” Essa conduta foi classificada como um grave abuso de poder e uma violação dos princípios éticos.

Em nota, o Ministério Público Eleitoral declarou que “a utilização de documentos falsos para deslegitimar adversários compromete a integridade do processo eleitoral e a confiança da população nas instituições democráticas.” Além da inelegibilidade, o registro de candidatura de Giordani foi cassado. Ele participou das eleições municipais de 2024, recebendo 195 votos, mas não foi reeleito.

A Câmara de Itu informou que está ciente da situação e tratará o assunto como de natureza pessoal e política, aguardando os desdobramentos judiciais. A Câmara reafirmou seu compromisso com a transparência e a ética, afirmando que “todas as decisões estão em conformidade com os princípios democráticos” e que a instituição mantém diálogo com a Justiça Eleitoral para garantir o cumprimento das normas.

Em nota, Giordani manifestou surpresa: “Recebi a notícia da condenação com certo espanto, uma vez que a penalidade imposta é absolutamente desproporcional, ainda que eu tivesse a intenção de prejudicar quem quer que seja. Com muita tranquilidade e serenidade, confio no recurso que apresentaremos oportunamente ao Tribunal Regional Eleitoral. Tenho absoluta certeza que terei um resultado positivo. Reitero que não só eu, como todos os quadros políticos ituanos ficaram assustados com uma decisão que alija do processo eleitoral uma pessoa que sequer teve qualquer acusação de improbidade administrativa ou outros crimes desta ordem. Serenamente confio na Justiça”, conclui. (Fernanda Marques)