Piedade decreta estado de emergência após fortes chuvas

Índice pluviométrico das últimas 72 horas é de 38,8mm; estradas de diversos bairros foram afetadas

Por Cruzeiro do Sul

Quedas de árvores também foram registradas no município

O município de Piedade decretou estado de emergência após as fortes chuvas que atingiram a cidade nos últimos dias. Somente nas últimas 72 horas, o índice pluviométrico foi de 38,8 milímetros. Com isso, estradas foram afetadas e várias regiões do município foram prejudicadas com os temporais. 

De acordo com a Prefeitura, o decreto será publicado em edição extra do Jornal Imprensa Oficial, nesta segunda-feira (30), levando em conta que os atendimentos de serviços públicos atingiram a capacidade máxima e há previsão de mais chuvas para a cidade.

Até o momento, cerca de 70% dos bairros têm registros de estradas danificadas pelas chuvas e quedas de árvores. Os dados foram obtidos por meio de reclamações nos canais de atendimento da Prefeitura, além de relatos de motoristas do transporte escolar municipal, que conta com a frota de 76 veículos que transportam mais de 7.300 alunos diariamente.

Não há registro de famílias desabrigadas ou desalojadas, no entanto, no mês de outubro, a Prefeitura de Piedade recebeu pedidos de lona e telhas de cerca de 30 famílias para a recuperação de estragos da chuva. 

Além da criação do decreto, a Prefeitura de Piedade também participou, na manhã desta segunda-feira (30), de uma reunião em conjunto com forças de segurança. Durante o encontro foi realizado um levantamento de dados e ocorrências das chuvas, em parâmetro geral. Segundo a administração municipal, o Executivo estuda a criação de legislação e comissão para tratar exclusivamente das alterações climáticas observadas no município. "Existe uma grande preocupação, por parte do Poder Executivo, com relação aos impactos que as mudanças climáticas podem causar na economia do município, que gira em torno da Agricultura", informou a Prefeitura por meio de nota. 

Nas redes sociais, o prefeito de Piedade, Geraldo Pinto de Camargo Filho (MDB), divulgou que além das estradas rurais comprometidas, há vários pontos com risco de alagamento e deslizamento de terra e grande perda na produção agrícola. (Da Redação)