Sorocaba e Região

Região de Sorocaba está em alerta contra dengue, chikungunya e zika

Somente neste ano Sorocaba já tem três casos de dengue confirmados
Secretarias municipais de saúde desenvolvem ações de combate ao mosquito. Foto: Arquivo AFP / Luis Robayo

Ao longo de todo o ano passado foram registrados 99 casos de doenças transmitidas pelo mosquito Aedes aegypit em Sorocaba. Neste ano já são três casos de dengue confirmados. Em 2018 a chikungunya foi a mais comum, acometendo 61 sorocabanos, enquanto a dengue foi diagnosticada em 38 pacientes. Nas demais cidades da Região Metropolitana de Sorocaba (RMS) foram pelo menos 60 casos confirmados, sendo 53 de dengue e sete de chikungunya. Não foi registrado nenhum caso de zika.

Além dos três casos de dengue confirmados em Sorocaba, na primeira semana deste ano, uma pessoa procurou assistência médica com sintomas de dengue, em Piedade, e o caso está sob investigação, segundo a Secretaria de Saúde daquela cidade. Em 2018, Piedade registrou 51 casos suspeitos, mas 47 foram descartados e quatro ainda são investigados. Em Ibiúna, de acordo com a Secretaria de Saúde, por meio da Vigilância Epidemiológica, no início deste ano três casos de dengue estavam sendo investigados. Um deles já foi descartado e dois ainda são analisados. No ano passado dois deram positivo.

Mais casos

Depois de Sorocaba, entre os municípios que responderam aos questionamento, a cidade com mais pessoas infectadas pelo Aedes Aegypit foi Itu, com 16 casos de dengue autóctones e 16 importados. Chikungunya também foi diagnosticada em dois pacientes, sendo um caso autóctone e um caso importado. Segundo a Secretaria de Saúde do município, o trabalho de combate aos focos do mosquito e a orientação aos munícipes sobre arboviroses ocorrem durante todo o ano de forma contínua.

Em Itapetininga, ao longo do ano passado, dez pessoas foram diagnosticadas com dengue. Não há casos de zika e chikungunya. Já em Tatuí foram três casos de dengue confirmados e segundo o Setor de Combate à Dengue do município, a doença foi contraída em outra cidade. Tatuí também registrou três casos de chikungunya, sendo um importado e dois autóctones.

Caixas d’água têm de estar sempre tampadas e os pratos de planta devem ser vistoriados todos os dias. Foto: Arquivo AFP / Nelson Almeida

Dois casos de dengue, em 2018, foram confirmados em Mairinque e para manter o baixo índice de pessoas infectadas, o município informou que implantou um serviço de brigada contra o Aedes nos prédios públicos escolares, de saúde e de assistência social. Estes locais são vistoriados semanalmente para eliminar os focos. Em Alumínio não foi registrado nenhum caso de dengue ou zika, mas houve uma confirmação para chikungunya.

As cidades de Votorantim e Cerquilho informaram que não tiveram nenhum registro de doenças ocasionadas pelo Aedes no ano passado e nem neste início de ano. Já Araçoiaba da Serra, Jumirim, São Roque, Alambari, Araçariguama, Boituva, Capela do Alto, Cesário Lange, Iperó, Pilar do Sul, Porto Feliz, Salto, Salto de Pirapora, São Miguel Arcanjo, Sarapuí, Tapiraí e Tietê não enviaram respostas.

População é orientada para eliminar os possíveis criadouros

Segundo os municípios ouvidos, as secretarias municipais de Saúde estão realizando campanhas de orientação à população sobre a importância de eliminar criadouros do mosquito, com visitas de casa em casa. A pasta de Sorocaba, por meio da Divisão de Zoonoses, informou que realiza diariamente atividades de controle e prevenção das arboviroses, durante o ano todo, e não somente nos meses de calor e chuva, que é o período com maior concentração de casos destas doenças.

Descarte correto de material inservível e que acumule água é uma das medidas preventivas. Foto: Erick Pinheiro / Arquivo JCS

Uma das principais atividades de prevenção e controle das arboviroses é o bloqueio de casos positivos ou suspeitos, na qual as equipes de agentes da Divisão de Zoonoses realizam a visita dos imóveis ao redor de casos positivos de dengue ou suspeitos de zika, chikungunya ou febre amarela. “As visitas têm o objetivo de bloquear a transmissão da doença, por meio da redução da infestação do vetor, remoção e/ou tratamento dos seus criadouros, orientação da população sobre sinais e sintomas das doenças e formas de prevenção, e ainda buscar novos casos das doenças”, informou por meio de nota a Secretaria Municipal de Saúde de Sorocaba..

Nebulização

Outra ação complementar à atividade de bloqueio citada anteriormente é a aplicação de veneno, atividade conhecida como “nebulização”. Esta atividade tem como objetivo diminuir a infestação de mosquitos adultos possivelmente infectados nestas áreas de transmissão. A aplicação do veneno só pode ser realizada quando há constatação de um caso positivo ou suspeito de arboviroses na região delimitada, ou seja, não pode ser realizada de forma rotineira. O uso do veneno deve ser feito com critério técnico para se evitar danos ao meio ambiente e resistência do Aedes aegypti ao princípio ativo.

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