Sorocaba e Região

Quatro são presos por fraude em licitações de saúde na região de Sorocaba

Operação da PF prendeu um médico, um funcionário público e dois ex-secretários de saúde
As investigações tiveram início no ano passado pela Delegacia da Polícia Federal em Sorocaba. Crédito da foto: Emídio Marques (24/10/2019)

*Atualizada às 11h12

Quatro pessoas foram presas temporariamente na manhã desta quinta-feira (24) durante a operação Iatrós, deflagrada pela Polícia Federal. Um médico, um servidor público de Boituva e, uma ex-secretária e um ex-secretário de saúde dos municípios de Boituva e Araçoiaba da Serra foram alvo dos mandados de prisão temporária. Um segundo médico também tem mandado contra ele, porém está fora do país e deve se apresentar ao retornar.

Segundo o delegado titular da PF em Sorocaba, Márcio Magno Carvalho Xavier, os crimes cometidos foram falsidade ideológica, fraude em procedimento licitatório, uso de documento falso, associação criminosa, corrupção passiva, corrupção ativa, entre outros. As investigações tiveram início no ano passado.

Muitos materiais, entre computadores, celulares, cofres e documentos foram apreendidos e passarão por perícia nos próximos dias. “Ainda é impossível estimar qual foi o prejuízo causado aos cofres públicos”, informou.

O delegado relatou que os crimes teriam ocorrido em 2017, através de contratações emergenciais com dispensa de licitação em serviços de saúde nos dois municípios que integram a Região Metropolitana de Sorocaba (RMS). “Sabemos que essa empresa tem e teve contratos com vários outros municípios da região e somente após a análise dos materiais e coleta dos depoimentos poderemos saber se houve outras cidades envolvidas”, afirmou o titular da PF.

O delegado Márcio Magno Carvalho Xavier. Crédito da foto: Emídio Marques (24/10/2019)

Os mandados foram cumpridos em Sorocaba, Votorantim, Capela do Alto e Boituva. Além das prisões foram nove mandados de busca e apreensão.

Conforme informações da PF, foi apurado que a empresa médica já sabia que seria a escolhida para prestar o serviço em Araçoiaba da Serra mesmo antes da licitação e duas empresas fantasma concorreram no certame. O então secretário de saúde, antes mesmo de assumir, já havia decidido pela empresa e quando ocupou o mesmo cargo em Capela do Alto já havia contratado emergencialmente a mesma empresa.

Ainda segundo a corporação, em Boituva a situação foi semelhante e contou com a participação do secretário de saúde e de uma servidora pública.

A prisão temporária é de cinco dias e conforme Xavier, será analisado se ela será convertida em preventiva. “Esse pedido de prisão veio pra evitar que os envolvidos se falem, combinem versões ou alterem provas”, disse.

A operação contou com a participação de 60 policiais federais. Os nomes dos investigados não foram divulgados.

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