Sorocaba e Região

Problemas com home care são discutidos em reunião na Prefeitura

Vereador diz que governo municipal pretende abrir contrato emergencial para o serviço
O problema foi levado aos vereadores. Foto: André Fazano / Cruzeiro FM

Após denúncia feita na Câmara de Sorocaba durante a sessão ordinária de terça-feira (9), uma reunião entre o presidente da Comissão de Saúde Pública do Legislativo, Renan Santos (PCdoB), e o secretário de Relações Institucionais e Metropolitanas, Flávio Chaves, tratou da situação envolvendo a empresa Sorocaba Home Care, contratada pela Prefeitura para prestar o serviço a sete pacientes na cidade e que não estaria repassando os salários aos profissionais de saúde há três meses.

O encontro foi na quarta-feira (10) e, segundo o vereador, a Secretaria de Licitações e Contratos (Selc) teria emitido parecer favorável ao rompimento do contrato com a Sorocaba Home Care e à abertura de um processo de contratação emergencial de outra empresa já na próxima semana. A Prefeitura, no entanto, ainda não confirma a informação sobre o certame. “A Secretaria da Saúde e a Secretaria de Licitações e Contratos estão analisando e providenciando todas as medidas legais que serão decididas”, informa, em nota.

Ainda de acordo com a Prefeitura, cada um dos sete pacientes possui contratos específicos – o mais antigo é de 2013 –, custeados pelo município num total de R$ 292.166,64 ao mês.

Entenda o caso

Os familiares de pacientes que necessitam de assistência home care denunciaram, na manhã de terça-feira, na Câmara, que a empresa Sorocaba Home Care, contratada pela Prefeitura para prestar atendimento, não estaria fornecendo os serviços de maneira adequada. Profissionais também estiveram na galeria do Legislativo e alegaram não estar sendo pagos há três meses. Declararam, ainda, que não recebem condições básicas de trabalho.

Segundo a denúncia, alguns pacientes têm ficado sem medicamentos e cilindros de oxigênio, obtidos à base de doação, e chegam a permanecer até 48 horas sem contar com o atendimento multidisciplinar de médicos, enfermeiros, técnicos de enfermagem, entre outros profissionais. Os funcionários da empresa, conforme os relatos, às vezes sequer receberiam luvas, máscaras e aventais.

A Prefeitura alegou que está repassando os valores do contrato em dia. A reportagem do Cruzeiro do Sul procurou a empresa na terça-feira e foi informada por uma funcionária de que as denúncias seriam analisadas para, depois, haver um posicionamento a respeito do assunto, o que ainda não aconteceu.

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