Sorocaba e Região

Grupo acusado de aplicar o golpe do bilhete premiado em Sorocaba é preso

Segundo a Polícia Civil, sete pessoas sofreram o golpe e mais de R$ 100 mil foram subtraídos pelo grupo
Segundo a polícia, o grupo atuava em todo o Estado. Foto: Fábio Rogério

Quatro homens de Rio Claro (SP) foram presos temporariamente por aplicarem o golpe do bilhete premiado em Sorocaba. Houve a apresentação deles na manhã desta terça-feira (04), no 3º Distrito Policial da cidade, no Campolim, para que as vítimas pudessem reconhecê-los — todas confirmaram ter sido abordadas pelos indivíduos. Os criminosos agiam em todo o Estado e, no município, as ações vinham se tornando mais frequentes desde maio deste ano. Sete pessoas sofreram o golpe e mais de R$ 100 mil foram subtraídos, de acordo com a delegada Verali Ferraz.

O grupo tinha a prisão preventiva decretada havia cinco dias, com prorrogação de mais cinco — outros três integrantes do bando estão foragidos. Segundo Verali, o inquérito policial está sendo finalizado, a partir do reconhecimento feito pelas vítimas e o fechamento das últimas oitivas para o encaminhamento ao Centro de Detenção Provisória (CDP) de Sorocaba. Com o bando havia dinheiro e joias.

Conforme a delegada do 3º DP, um dos detidos está envolvido neste tipo de ação criminosa há pelo menos 20 anos — ele já respondeu por estelionato, mas nunca havia sido preso de fato.

O golpe

A dinâmica do golpe era, basicamente, a de um dos membros do grupo abordar as vítimas, sempre idosos, dizendo que precisava retirar um prêmio de loteria e, portanto, seria necessário uma conta bancária, oferecendo parte do valor do prêmio como “recompensa” pela ajuda. No meio da cena, um outro integrante do bando aparecia, disposto a auxiliar, dizendo que ambos poderiam colaborar. Quando conseguiam o que buscavam, os criminosos despistavam quem havia caído no golpe e desapareciam.

A partir do número de registros de ocorrências semelhantes, os policiais do 3º DP passaram a investigar a situação. “Era um forma de abordagem parecida, sempre pedindo ajuda, um verdadeiro teatro. Então fizemos várias pesquisas pelos sistemas policiais e, posteriormente, houve o reconhecimento por parte das vítimas”, conta Verali. A delegada diz que, embora o golpe seja uma prática extremamente antiga, as pessoas continuam sendo persuadidas. “As pessoas, principalmente mais idosas, não podem acreditar nesse tipo de coisa. Não existe nada fácil. A maior dificuldade para sanar esse tipo de crime é trabalhar a vítima, para que não seja enganada”, alerta.

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