Sorocaba e Região

Porteiro de prédio depõe no caso de queda de menina em Sorocaba

A mãe e o pai da vítima também eram esperados pela Polícia, mas não compareceram
O porteiro foi ouvido no 2° DP de Sorocaba. Foto: Emídio Marques

Atualizada às 15h11

O porteiro Roberto Fernandes Pinheiro, funcionário no condomínio onde a menina de 8 anos caiu do quarto andar de um dos prédios, afirmou que foi “a pior noite de trabalho em cinco anos” ao deixar o 2o Distrito Policial, por volta das 13h desta sexta-feira (8). Ele foi ouvido por mais de 1h10 pelo delegado Mário Ayres, responsável pelas investigações do caso, tratado no inquérito policial como queda acidental e abandono de incapaz.

De acordo com Pinheiro, ele recebeu uma ligação de uma moradora do condomínio dizendo que havia “uma menina caída é muito machucada”. A princípio, imaginou que pudesse ser uma queda em alguma escada de um dos halls do prédio. Ele não pode sair no momento para não deixar a portaria sozinha, mas logo o pai da criança, motorista de ônibus, teria estacionado o veículo e entrado desesperadamente dizendo que a filha teria se jogado da sacada.

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Segundo o porteiro, a madrasta da garota, que havia saído para levar o marido ao trabalho, deixou o condomínio às 3h50 e retornou às 4h08, conforme os registros no sistema de segurança do local. Pinheiro afirmou não saber detalhes sobre a família, mas comentou que era rotina a mulher conduzir o esposo ao trabalho. “Eles são o primeiro casal que sai do condomínio.”

 

Estado de saúde e andamento

De acordo com o apurado pela reportagem, a menina está em coma induzido por conta de dores no Conjunto Hospitalar de Sorocaba (CHS). A Secretaria Estadual de Saúde não teve autorização da família para divulgar atualizações sobre o quadro clínico da garota.

Segundo o delegado, há a possibilidade de que a jovem seja ouvida caso se recupere plenamente. Ele, porém, comentou que esse depoimento só poderia ocorrer uma única vez e em local adequado, atendendo a legislação específica que prevê situações semelhantes envolvendo crianças.

Objetos foram recolhidos pela perícia para contribuir com as investigações. A tesoura encontrada no sofá e possivelmente usada para cortar a tela de proteção da sacada, não deve ser uma prova tão cabal para as investigações. Isso porque, conforme Ayres, por se tratar de um item de uso comum no imóvel, deve haver várias digitais registradas.

Câmeras de segurança

A câmera de segurança de um elevador do prédio registrou a movimentação da madrasta e do pai dela. As imagens mostram o momento em que o pai da criança e a madrasta descem pelo elevador juntos. Cerca de meia hora depois, ela reaparece sozinha, desta vez subindo até o andar do apartamento da família, já ciente da queda da criança. A Polícia informou que o horário que consta na filmagem está incorreto.

No depoimento, a madrasta da menina afirmou que saiu para levar o marido ao trabalho por volta das 3h50. Quando voltou, às 4h10, próximo ao bloco A, teria encontrado a garota no chão, chorando e pedindo socorro. A mulher contou aos policiais que a enteada teria ficado dois meses com a mãe em São Paulo e, desde o retorno, estava “mais quieta”.

 

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