Polícia registra denúncia por divulgação de propaganda política

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Kombi utilizada por cabos eleitorais do PT. Crédito da foto: Divulgação

Kombi utilizada por cabos eleitorais do PT. Crédito da foto: Divulgação

A polícia de Salto de Pirapora, na Região Metropolitana de Sorocaba (RMS), registrou boletim de ocorrência com denúncia de infração penal por divulgação de propaganda com dados inverídicos. Os materiais de propaganda apresentavam o nome do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) como candidato a presidente. De acordo com a polícia, o caso será encaminhado ao Juizado Especial Criminal com cópia para a Justiça Eleitoral.

A irregularidade foi constatada na rua Pedro Aleixo dos Santos, bairro Terras de São José. Foram apreendidos adesivos e sete bandeiras de campanha.

Um homem identificado como o responsável pelos materiais foi liberado e vai responder em liberdade pela infração. Ele disse que tem ciência de que o candidato do PT é Fernando Haddad e que o material que apresenta Lula como candidato é de período anterior à substituição de nomes. Ele usava uma perua Kombi.

O homem acrescentou que o foco da campanha que realiza é para deputado federal e estadual. Ele também argumentou que as informações sobre a presidência ocupam espaço bem menor nos materiais. Uma testemunha o acusou de ter feito ameaças durante averiguação do ato de irregularidade, mas sobre esse detalhe não há referência na transcrição da versão do responsável pelos materiais.

Em Sorocaba

No dia 28 de setembro, um caso semelhante ocorreu em Sorocaba. O fato ganhou repercussão quando o candidato a deputado federal Vinícius Rodrigues (PSL) apresentou ao Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo (TRE-SP) denúncia contra a vereadora Iara Bernardi (PT) por distribuição de material irregular de campanha.

Em folheto distribuído pela vereadora em uma feira livre do Central Parque, Lula aparecia como candidato a presidente. Na ocasião, Iara Bernardi justificou que talvez tivesse distribuído algum material antigo de campanha. O caso será apurado pelo Ministério Público Eleitoral (MPE).