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Sorocaba e Região

Polêmico horário de verão vai começar no domingo

Economia prevista abasteceria São Roque por 13 dias, segundo CPFL
Polêmico horário de verão vai começar no domingo
Os relógios devem ser adiantados em uma hora à meia-noite de sábado. Crédito da foto: Erick Pinheiro

Apesar de dias atrás algumas operadoras de telefonia móvel terem-se antecipado e adiantado em uma hora seus relógios, o horário de verão começa mesmo à 0h deste domingo (4), prosseguindo até 16 de fevereiro do próximo ano, por um total de 105 dias. De acordo com a CPFL Piratininga, a medida, que tem como objetivo reduzir o consumo de energia e diminuir a demanda no horário de pico, das 18h às 21h, deve trazer uma economia de 7,7 mil MWh no consumo de energia elétrica em sua área de concessão, que é de 27 cidades do interior e litoral paulista. Para Sorocaba, tal redução seria suficiente para atender às necessidades energéticas por um dia.

Os relógios devem ser adiantados em uma hora nas regiões Sul, Sudeste, Centro-Oeste e no Distrito Federal, e a concessionária especifica que a quantidade de energia economizada em sua área de abrangência durante o período seria suficiente para atender uma cidade do porte de Alumínio, por exemplo, por 109 dias; Praia Grande por cinco dias; São Roque por 13 dias ou Jundiaí por um dia.

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Polêmico horário de verão vai começar no domingo
Isadora: dia mais longo. Crédito da foto: Erick Pinheiro

Em geral, as pessoas chegam às casas a partir das 18h, início da noite. Logo, uma das primeiras ações é acender a luz. Na mesma hora, entram em operação a iluminação pública e os luminosos comerciais, por exemplo. No período do horário de verão, as cargas das residências e de iluminação pública passam a operar após as 19h, quando o consumo industrial e dos edifícios comerciais começa a cair com o fim do expediente de trabalho.

“Ao se deslocar o horário oficial em uma hora, dilui-se por um período maior o momento que esses equipamentos começam a funcionar. Dessa forma, o ganho do horário de verão, além da economia, está em afastar os riscos de sobrecarga no momento em que o sistema elétrico atinge o seu pico de consumo”, afirma o diretor de Operações da CPFL Energia, Thiago Guth. No período de pico, há expectativa de uma redução de 1% na demanda de energia, o que contribui para reduzir a geração das termelétricas mais caras e poluentes.

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Polêmico horário de verão vai começar no domingo
Clarisse gosta. Crédito da foto: Erick Pinheiro

Polêmico

Mas como ocorre todos os anos, o horário de verão é sempre polêmico, sobretudo pela dificuldade de adaptação das pessoas com a alteração do horário, mas que, conforme afirma o médico nutrólogo Paulo Góes Ribeiro, do Hospital da Unimed, há realmente explicação biológica para isso.

Os dançarinos Anderson Nascimento e Isadora Araújo têm opiniões diferenciadas sobre o horário de verão. Ele explica que por trabalhar à noite nem chega a sentir alguma diferença. Apesar também de trabalhar no período noturno, Isadora diz não gostar, “pois o dia fica mais longo e eu sou noturna, além do que perco uma hora de sono”. Já a paisagista Clarisse Kopp aprova, exatamente por “ganhar uma hora a mais no dia, sobrando tempo por exemplo para um chopinho no Parque das Águas”.

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Daiane e José Aparecido. Crédito da foto: Erick Pinheiro

O casal Daiane Gomes da Silva e José Aparecido Pedroso também não aprova a mudança de horário. A balconista porque entra no trabalho 1h, e para isso costuma dormir a partir das 19h, mas que, nesse período, tem de dormir com o dia ainda claro, equivalente às 18h, e o sono não vem. Ele, que trabalha como vigilante, reclama que o dia passa muito rápido, não sobrando muito tempo para fazer o que precisa.

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Essa dificuldade de adaptação é explicada pelo nutrólogo Paulo Góes. Ele diz que os efeitos ocorrem por questão hormonal, pelo fato de que alguns hormônios dependem mais da claridade do sol e outros, da escuridão da noite.

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Anderson não vê diferença. Crédito da foto: Erick Pinheiro

Segundo afirma, apesar de ser também uma questão pessoal, a adaptação ocorre em média num prazo de duas semanas. Mas para os que apresentam maior resistência, o médico orienta que o ideal é adaptar o sono ao novo horário. Para isso, segundo ensina, basta adiantar em 10 minutos diários o horário de dormir. Outra dica é jamais fazer alimentação pesada perto do horário de ir para a cama, bem como evitar exercícios físicos próximo ao horário de dormir, por causa da adrenalina.

Quanto às crianças, Paulo Góes atenta que elas seguirão os exemplos dos pais e que, por isso, cabe a eles administrarem hábitos saudáveis.

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