Sorocaba e Região

Poeira do piscinão incomoda moradores do Jardim Embaixador

Moradores são vizinhos das obras da bacia 2 do Reservatório de Detenção de Cheias, do córrego Água Vermelha
Poeira do piscinão incomoda Jd. Embaixador
A falta de chuvas e as escavações causam muita poeira. Crédito da foto: Fábio Rogério

Moradores do Jardim Embaixador, bairro que ladeia as obras da bacia 2 do Reservatório de Detenção de Cheias (RDC), do córrego Água Vermelha, reclamam do excesso de poeira causada pela passagem de caminhões e veículos, que invade as casas.

O primeiro prazo de entrega do piscinão foi abril deste ano, mas, à época, o Serviço Autônomo de Água e Esgoto (Saae) alegou que as fortes chuvas do verão impossibilitaram a escavação. Além disso, não havia, naquele momento, vencedores da licitação aberta para contratação de máquinas e caminhões, o que impediu mais agilidade nas ações. A obra ocupa uma área de quase 30 mil m², se estendendo pelas ruas Marechal Dutra, Manaus, Aracaju, Natal, Garcia Redondo e Visconde de Cairu, próxima à Escola Técnica Estadual Fernando Prestes. Terá capacidade para receber um volume de 74.750 m³ de água.

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Para o aposentado Claudemir Consani, lavar a garagem e a frente das casas tem sido praticamente inútil. “Já nem adianta bater água. A poeira entra e suja as cortinas, as venezianas e até o sofá. Tem uma vizinha que lava a cortina pelo menos uma vez por semana”, conta ele, que já não tem recebido mais a visita do neto por causa do problema. Outro aposentado, Claudinei Ferreira Azambuja afirma que, vez ou outra, os trabalhadores da obra “lavam” a área e o problema é amenizado. “Mas como a área é muito grande, logo seca e a poeira volta a subir”, explica. Outra crítica é do engenheiro de obras Roberto Felizola. “É claro que uma obra gera transtorno, mas o problema é não saber quando vai terminar. Parece não ter cronograma, procedimento de execução”, declara.

Questionado, o Saae, em nota, alega que “a circulação de caminhões demonstra que a obra avança” e que, “para conter a poeira, mantém um caminhão-pipa lançando água suficiente para amenizar esse incômodo, característico de qualquer grande obra”. “Diante da queixa, será reavaliada a necessidade de aumentar a frequência”, continua.

Segundo a autarquia, já foram aplicados 42 m³ de concreto usinado em armações de aço que formam as paredes da estrutura, que controlará a saída de água da chuva para o córrego. Informa, ainda, que revestiu com 56 m³ de concreto a extensão da base do canal que ficará responsável para levar a água de chuvas até o interior da bacia. O Saae não forneceu, porém, um prazo para conclusão da obra — em reportagem do Cruzeiro do Sul de abril, a previsão era o fim de 2018. “O Saae pede compreensão, principalmente da população das imediações, que será a principal beneficiada com a obra. Solicita desculpas pelos transtornos que qualquer obra causa à vizinhança, mas pede paciência.”

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