Sorocaba e Região

Planos de saúde são alvo de reclamações no Procon em Sorocaba

Cobertura de procedimentos e abrangência estão entre os motivos
planos de saúde ANS
O Índice de Reajuste dos Planos Individuais, IRPI, passará a se basear também na inflação – Foto: Agência Brasil/Arquivo

Usuários de planos de saúde registraram em 2019 o total de 152 reclamações contra as empresas na unidade do Procon em Sorocaba. Segundo o órgão, as principais queixas referem-se a “não cobertura” de procedimentos, abrangência e reembolso, entre outras, que concentram 58% das demandas registradas no ano passado.

O Procon informou que em 2018, no total, o órgão recebeu 169 reclamações, ou seja, mais do que em 2019. E em 2020, até o momento, foram cinco queixas. Disse ainda que muitos consumidores também vão em busca de informações sobre a regularidade de reajustes nos planos de saúde. O Procon não divulgou os nomes das empresas que motivaram as reclamações.

De acordo com o Procon Sorocaba, o assunto mais demandado pelos consumidores é classificado como “não cobertura”, abrangência e reembolso. “Nestes casos se enquadram, por exemplo, o descumprimento dos prazos máximos de atendimento; negativa de determinadas coberturas, quando obrigatórias; bem como reembolso de despesas médicas nas hipóteses cobertas pelos planos de saúde”, diz o órgão.

Ainda segundo o Procon local, quando o consumidor procura o órgão é emitido um questionamento à operadora de saúde buscando a resolução do problema enfrentado. “Na ausência de resposta, ou conclusão, é instaurado processo administrativo que pode, ao final, gerar penalidades ao fornecedor”, detalhou.

De acordo com o superintendente do Procon, Carlos Alberto de Lima Rocco Júnior, a recomendação ao consumidor começa no momento da contratação – “é fundamental conferir qual a modalidade de plano contratada e suas características (individual familiar, coletivo por adesão, etc), bem como as respectivas coberturas (rol de procedimentos) e área geográfica de abrangência (cidade, região, nacional, etc)”, afirmou.

Carlos Rocco Júnior, do Procon, recomenda analisar detalhadamente o plano antes de contratar. Crédito da foto: Emídio Marques (29/10/2019)

Além disso, sempre que houver alguma reclamação e a mesma não for resolvida pela empresa do plano de saúde, é fundamental que o consumidor procure uma unidade do Procon para registrar formalmente a queixa. “Caso o consumidor tenha dúvidas, ou enfrente algum problema, deve procurar pelo Procon com toda a documentação que possuir (contratos, cobranças, etc), bem como de seus documentos pessoais e CPF”, orientou Rocco Júnior.

Ele acrescentou que um técnico analisará a documentação e adotará as medidas cabíveis. Também é possível tirar dúvidas e obter orientações através dos canais de atendimento da ANS, pelo telefone 0800 701 9656 e pelo site da agência.

Queixas e soluções

José Caciraghi, 69 anos, possui plano de saúde Santa Saúde e aguardava desde novembro de 2019 para fazer ultrassom no abdômen. Quando ligava para agendar a informação era que dependia da abertura da agenda médica e o procedimento não era marcado.

Questionada pelo Cruzeiro do Sul, a Santa Saúde informou que houve uma falha, já corrigida, e que o exame desse paciente está marcado para hoje (10). A operadora do plano de saúde também informou que está fazendo melhorias e readequações para prestar melhor atendimento aos usuários.

Marta Maria Prestes da Luz, que é acamada e tem problemas auditivos, reclamava que não recebia em seu endereço o boleto para o pagamento da mensalidade do plano de saúde Life, da Mediplan, que foi adquirida pelo grupo NotreDame Intermédica. Marta afirmou que tentou atendimento por meio do telefone 0800 para obter a segunda via do boleto, mas o mesmo não chegava. Ela temia perder o plano pela falta de pagamento e, por conta da idade avançada, não conseguia atendimento pessoal para resolver o problema. Questionada também pelo jornal, a assessoria de imprensa da NotreDame informou que a reclamação de Marta já foi solucionada, e que os boletos foram enviados para o e-mail dela.

Em um ano, o Estado de São Paulo teve queda no número de usuários de planos de saúde. Em novembro de 2018 o total de beneficiários era de 17.153.601, no mesmo período de 2019 caiu para 17.115.004, ou seja, menos 38.597 mil usuários. Os dados são da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS). Segundo a ANS, no Brasil, no mesmo período, o setor totalizou 47.223.963 beneficiários em planos de assistência médica em todo o País, mantendo estabilidade em relação ao mesmo período de 2018 (47.236.459).

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