Pedestres denunciam riscos em faixas vivas
Em um mundo em que veículos e pedestres dividem espaços, respeitar as normas de trânsito é essencial para a boa convivência. Contudo, algumas regras nem sempre são seguidas por ambas as partes. Esse é o caso das faixas de travessia. Em Sorocaba, além das clássicas faixas brancas, existem também as já conhecidas faixas vivas, que são aquelas pintadas de vermelho. Problemas recorrentes nesses trechos são a distância entre as faixas, a falta de manutenção e a iluminação pública insuficiente. Três fatores que colocam em risco a vida de todas as pessoas.
De acordo com a Urbes Trânsito e Transporte, a cidade conta com 123 faixas vivas distribuídas por ruas e avenidas de grande circulação de carros e pedestres. O sistema é composto ainda pela sinalização convencional, que o órgão não soube quantificar, justificando por conta da falta de um levantamento específico. Conforme divulgado pela empresa pública, o principal critério para implantação de novas unidade são os locais de grande demanda e onde não há cruzamento semafórico.
Apesar da diferença de cores, o Código de Trânsito Brasileiro (CTB) garante que as duas formas de sinalizar as faixas de pedestres conferem a mesma validade e peso perante a lei. A Urbes avalia que a coloração chamativa ajuda a visualização da instrução de trânsito no chão. “No dia a dia, a faixa viva se torna mais chamativa, tornando-a mais visível. A indicação de faixa viva faz alusão ao programa realizado periodicamente pelo setor de Educação para o Trânsito da Urbes, que orienta condutores e pedestres a respeitarem a faixa de travessia. A intenção é tornar mais fácil a identificação dos locais onde a prioridade é a travessia de pedestres”, avalia a empresa pública.
Desrespeito
Mesmo com a existência de locais reservados à travessia de pedestres, alguns munícipes reclamam da falta de “gentileza” por parte dos condutores que trafegam nessas avenidas.
Quanto à iluminação, a Secretaria de Serviços Públicos e Obras (Serpo) afirmou que em locais onde há baixa visibilidade noturna, cabe à empresa de trânsito solicitar novos pontos. “A instalação de faixas vivas prioriza as vias que possuem boa iluminação pública. Em pontos onde a iluminação não é suficiente para evidenciar a travessia de pedestres, a Urbes solicita à pasta para que reforce a claridade por meio de ‘postinhos’ com luminárias direcionadas”, explicou a Serpo.
Deficiências
A reportagem visitou vias de vários pontos da cidade, como as avenidas Presidente Juscelino Kubitschek de Oliveira e Dr. Eugênio Salerno, ambas no Centro, General Carneiro, na zona oeste, e Santos Dumont, na zona norte. Em todos os locais, as sinalizações apresentam pelo menos um dos problemas, seja a baixa visibilidade por falta de iluminação, ou a falta de reparos na pintura.
A Urbes explicou que todas as travessias especiais recebem cuidados. “Elas passam por manutenção assim que constatada a necessidade através de alguma solicitação feita por munícipe ou vistoria realizada pelo setor de Sinalização de Trânsito”, explica o órgão. A autarquia alerta, no entanto, que “todas as faixas possuem placas de advertência instaladas previamente que deve ser observada pelos condutores”.
Conforme respondeu o Poder Executivo, as solicitações de manutenção do sistema devem ser enviados à pasta responsável, a Serpo, por meio dos canais da Ouvidoria Municipal, que são: Whatsapp 9 9129-2426, o telefone 156, e o site de atendimento http://www.sorocaba.sp.gov.br/atendimento. (Wesley Gonsalves)