Sorocaba e Região

Pandemia motiva busca por notícia confiável

Portal do jornal Cruzeiro do Sul recebeu nesse período mais de 15 milhões de visualizações
Pandemia motiva busca por notícia confiável
Agostinho Jamas: polarização política atrapalha compartilhamento de notícias reais. Crédito da foto: Acervo Pessoal

Uma avalanche de notícias é postada nas redes sociais ou chega através dos grupos de WhatsApp, mas é importante sempre ficar atento para não compartilhar fake news. Durante a pandemia, a situação tem sido ainda mais grave, o que tem motivado a busca pela informação confiável. O portal do jornal Cruzeiro do Sul recebeu, desde o início da pandemia até agora, mais de 15 milhões de visualizações. Os assinantes também relatam a importância e a segurança proporcionada ao saber que há uma equipe de profissionais trabalhando diariamente na apuração dos fatos.

Adalberto Vieira, editor responsável pelo Cruzeiro do Sul, destaca que a internet está cada vez mais presente nos lares brasileiros, principalmente entre as classes D e E, exclusivamente pelos celulares. “É um fato fantástico, mas que tem seu lado obscuro”, pondera, referindo-se à propagação de falsas notícias. “O ideal, diante uma notícia, é buscar sua fonte, certificar-se de que foi divulgada por veículo de comunicação idôneo, que pode ser site de jornal, revista, emissora de TV ou um portal conhecidos”, afirma. Conforme Adalberto, é preciso ter muito cuidado com informações de redes sociais. “Algumas delas são altamente tóxicas, cujo único objetivo é confundir a opinião pública”, alerta o jornalista.

O editor do portal Cruzeiro do Sul, Giuliano Bonamin, lembra que logo no início da pandemia foi adicionada uma editoria exclusiva para conteúdos relacionados ao novo coronavírus. “Foi uma forma de facilitar a busca de informações para o leitor do portal”, frisa. Como a maioria das notícias sobre a doença tendem a ser negativas e tristes, como informações sobre o avanço da Covid-19, mortes e ocupação de leitos, foi criada também uma página para centralizar o que acontece de bom em meio à pandemia. “Reunimos todas as notícias positivas, priorizando fatos locais, mas também com informações internacionais, seja noticiando a busca pela cura da doença, trabalhos voluntários, doações, entre outras ações que possam levar esperança nesse momento difícil”, destaca.

 

Começando o dia bem informado

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Francisco Ataíde afirma que fica distante das redes sociais para fugir das fake news. Crédito da foto: Acervo Pessoal

Com lembrança desde a infância de ver o exemplar do jornal Cruzeiro do Sul em casa, o empresário e administrador Francisco Ataíde, 61, conta que diariamente, logo pela manhã, faz a leitura de pelo menos dois impressos e também acessa alguns sites de jornais idôneos. “Estamos em um momento atípico, com muitas informações desencontradas brotando por todos os lados e ter jornais confiáveis para se informar proporciona a sensação de segurança”, disse.

Sobre o WhatsApp, Ataíde contou que reserva o aplicativo apenas para troca de mensagens corporativas e também com amigos e familiares. “Eu fico distante das redes sociais para fugir das fake news e não uso o WhatsApp como uma fonte de informação”, destacou ele, que é proprietário da B.Tour Turismo.

Leitor do Cruzeiro do Sul há aproximadamente 50 anos, Luiz Marcos Caramanti, 67, proprietário da rede de farmácias Farma Ponte, conta que é adepto da tecnologia, mas que não abre mão do jornal impresso. “Eu busco consumir notícias de veículos que prezam pela informação e não que tomem partido político. O leitor precisa ter esse discernimento e filtrar as informações que recebe.” O celular, garante, é um grande aliado nos dias mais corridos, mas saber reconhecer uma notícia falsa é fundamental. “Chegam muitos links duvidosos pelo WhatsApp e a primeira ação é ver qual é a fonte”, disse.

 

Gerente de relações da Leroy Merlin, André de Souza, 29, conta que se informa somente por meio de veículos tradicionais e confiáveis. “Está mais comum sites paralelos que se proliferam principalmente nas redes sociais. No WhatsApp, se recebo uma fake news, bloqueio imediatamente”, contou. André acredita que algumas pessoas disseminam informações falsas por ignorância, mas quando vai para o viés político, afirma, muitas pessoas têm conhecimento que trata-se de uma mentira, mas ainda assim compartilham para endossar o próprio discurso. “O cidadão precisa reconhecer o poder que tem nas mãos, porque uma notícia falsa pode afetar na tomada de decisão de empresas, afeta famílias e a nossa sociedade. Uma notícia falsa não é liberdade de expressão, é crime”, pontuou o profissional.

Pandemia motiva busca por notícia confiável
André de Souza se informa somente por meio de veículos tradicionais e confiáveis. Crédito da foto: Acervo Pessoal

Assinante do Cruzeiro do Sul há várias décadas, o aposentado Agostinho Carlos Curraleiro Jamas, 63, demonstra indignação com as pessoas que preferem confiar em notícias disseminadas em grupos de redes sociais a informações apuradas por profissionais do jornalismo. “A polarização política atrapalha o compartilhamento de notícias reais, as pessoas perderam o equilíbrio e tornaram-se fanáticas e isso é muito triste”, pontua.

Agostinho afirma que notícias verdadeiras muitas vezes podem desagradar e por isso acredita no crescimento das fake news. “Muitas pessoas só querem ler o que corrobora com o próprio pensamento delas”, comenta o assinante.

Ele conta que prioriza sempre conteúdos divulgados por jornais tradicionais, como o Cruzeiro do Sul. “Sabemos que todos os fatos noticiados foram comprovados, que houve apuração e aí é necessário que o leitor receba essas informações e consiga formar sua própria opinião.”

 

Os jornais, sites e revistas de veículos tradicionais estão sendo grandes aliados de Maria Inês Grosso Andrade, 72, que recorda que desde os 18 anos lê o Cruzeiro do Sul. “Nessa pandemia, no isolamento, eu acabo ficando muito sozinha, então ler é um passatempo e uma atividade que me estimula”, afirma ela, que é viúva e mãe de quatro filhos, todos já casados.

Assinante de dois jornais impressos e duas revistas, Maria Inês é uma leitora assídua e faz uso frequente também da internet. “Eu tenho agora a assinatura digital do Cruzeiro e recebo o impresso só aos finais de semana, mas leio todo dia de manhã para saber o que está acontecendo na cidade e como está a situação da pandemia”, relata. (Larissa Pessoa)

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