Sorocaba e Região

Pais reclamam das condições da escola de Aparecidinha

Obras deveriam ser finalizadas em setembro do ano passado
Pais reclamam das condições da escola de Aparecidinha
Escola ainda recebe serviços e pais temem pela segurança das crianças. Crédito da foto: Emidio Marques (6/2/2020)

Brinquedos do parquinho encharcados, material de construção por todos os lados, rampa em obras, muros quebrados e fios expostos fazem parte do que foi encontrado pelos pais de alunos da escola municipal (E.M.) Antenor Monteiro de Almeida, em Aparecidinha, que antes era o Centro de Educação Infantil (CEI) 113.

As obras na unidade, segundo os pais, deveriam ter sido finalizadas em setembro do ano passado, sendo adiada para início de janeiro, depois fim de janeiro e por último 3 de fevereiro. Na manhã de ontem, segundo dia de aulas do ano letivo, homens ainda trabalhavam no prédio e alguns pais julgaram seguro que as crianças não retornassem para as aulas.

No Facebook da Prefeitura de Sorocaba pais questionaram a segurança do prédio para receber os 660 alunos e em resposta o município disse que “os secretários da Educação, Wanderlei Acca, e de Conservação, Serviços e Obras (Serpo), Wilson Unterkircher Filho, se reuniram na manhã de terça-feira (4) e avaliaram a situação”, autorizando o início do ano letivo na unidade. Questionada pelo Cruzeiro do Sul, a pasta afirmou que a etapa de construção está na fase de finalização e só não foi concluída conforme o cronograma inicial em razão das chuvas. A unidade tem 407 estudantes matriculados na etapa de pré-escola e ensino fundamental l.

Para a auxiliar de laboratório Lívia Freitas Lima, 36 anos, a justificativa por conta da chuva não é válida, já que, segundo ela, as obras ficaram paradas por vários meses ao longo do ano passado. “É um absurdo e um risco as crianças estarem lá. Dá para ver que eles tentaram camuflar a situação, mas tem muita coisa inacabada e expondo as crianças a acidentes”, relata.

Anteontem, no primeiro dia de aula, Lívia relata que entrou na escola com a filha, de 6 anos. Ela enumerou vários problemas, como fios pelo chão, muro com buracos e relata que a situação gerou revolta entre os pais. “Vários lugares, como a rampa e a caixa d’água, são altos e estão sem nenhuma proteção”, relata.

Nas redes sociais e grupos de WhatsApp vários pais postaram vídeos do prédio em obras em condições preocupantes. Lívia contou que depois do primeiro dia não levou novamente a filha, matriculada na primeira série do fundamental, por medo de acidente e que vai esperar a conclusão da obra.

Buracos na frente de CEI

Pais reclamam das condições da escola de Aparecidinha
Falta de asfalto cria valeta na frente de escola no Cajuru. Crédito da foto: Emidio Marques (6/2/2020)

Antes mesmo de ser inaugurado, o CEI 131, no Jardim Eliana, região do Cajuru do Sul, já revolta pais e vizinhos por conta da grande quantidade de buracos na frente do prédio. “Para que os pais consigam entrar com os filhos na escola precisarão saltar pelos buracos”, afirma Sônia Mara Gonzaga, 57 anos, moradora do bairro. Ela conta que a creche será muito importante para a população, já que não há outra nas proximidades, mas espera que o pavimento na rua Júlio Pereira de Souza seja refeito.

Em material divulgado pela própria Sedu no dia 24 de janeiro a inauguração do CEI 131 estava prevista ainda para o mês passado. Na manhã de ontem, porém, a reportagem do jornal Cruzeiro do Sul esteve no local e foi constatado que ainda não havia crianças em atividade, apenas homens trabalhando. Durante a tarde, a Sedu informou que a inauguração está programada somente para o dia 15 de março. A unidade escolar deverá receber 120 crianças.

A pasta divulgou que a recuperação do pavimento da rua da escola consta da programação da Serpo. (Larissa Pessoa)

Comentários