Sorocaba e Região

Pacientes reclamam de atendimento na UPH Zona Oeste

Local está há mais de dois meses funcionando através de gestão compartilhada



Pacientes reclamam de atendimento na UPH Oeste
Unidade tem gestão compartilhada. Crédito da foto: Emidio Marques / Arquivo JCS (5/2/2019)

Falta de ambulâncias, de médicos e demora nos atendimentos são reclamações de pacientes que procuram a Unidade Pré-Hospitalar (UPH) da Zona Oeste. O local está há mais de dois meses funcionando através de gestão compartilhada, administrada pela Organização Social (OS) Instituto Diretrizes. Na noite de terça-feira (16), o servidor público Cleber Benedito Guevara Camargo, 29, levou a filha de sete meses até a unidade por conta de frequentes vômitos. Após cinco horas de espera a menina não recebeu atendimento. Já Evelyn Pamela Rosa da Costa Santos, 23, ficou mais de 24 horas aguardando ambulância para transportá-la até o Hospital Regional.

A auxiliar de serviços gerais chegou a UPH Oeste na manhã de terça-feira com o maxilar deslocado. A companheira dela, Jéssica Aline de Amorim, 28, conta que Evelyn passou por consulta com uma médica, que deu encaminhamento para a Santa Casa. Elas foram até o hospital, na zona leste, e então foram informadas que não havia vaga liberada para a paciente. De volta à UPH, por volta das 22h, um outro médico tentou colocar o maxilar da paciente no lugar, sem sucesso. Novamente ela recebeu encaminhamento para a Santa Casa às 23h, mas não havia ambulância para transportá-la. Somente ao meio-dia de ontem, a paciente foi levada para o Hospital Regional, passou por consulta e foi liberada.

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Já no caso do servidor público que levou a filha de sete meses até a UPH Oeste, a reclamação é por conta da falta de médicos e demora no atendimento. Camargo conta que chegou ao local por volta das 18h50 e que havia apenas um pediatra no quadro de profissionais. “Quando deu 20h30 colocaram mais três médicos no quadro, mas nenhum paciente era chamado.”

Camargo conta que muitas pessoas estavam na unidade na noite de terça-feira e todos eram identificados com pulseira verde na triagem, quando não é urgência ou emergência. Ele relembra que até mesmo uma criança que havia se acidente e batido a cabeça estava com a pulseira verde. O pai acabou deixando a unidade com a filha por volta das 23h30 sem que ela fosse atendida ou medicada.

Normalidade

Sobre a situação da paciente Evelyn Pamela, a Secretaria da Saúde (SES), informou que por se tratar de uma lesão no maxilar, a UPH Oeste entendeu que fosse um caso de ortopedia e “seguiu o fluxo comum que é encaminhamento para o hospital Santa Casa”. A Regulação de Leitos do Município, setor vinculado à SES, entretanto, solicitou vaga para o Estado, pois buco maxilo facial é uma habilitação e especialidade do Conjunto Hospitalar. Após a liberação da vaga pelo Estado, a SES informou que providenciou o transporte para a paciente. A pasta não respondeu sobre a falta de ambulâncias.

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Já em resposta ao segundo caso, de acordo com a pasta, “não houve falta de médicos na UPH Oeste na última terça-feira”. Ao contrário do que relatou o paciente, a secretaria afirma que o plantão contou oito médicos, sendo quatro clínicos e quatro pediatras. A SES também não respondeu porque o tempo de espera para o atendimento ultrapassava cinco horas. (Larissa Pessoa)

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