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Sorocaba e Região

Novo viaduto sobre a Raposo Tavares é inaugurado em Sorocaba

Obra interligando o Jardim América e o Campolim teve custo estimado de R$ 10 milhões
Viaduto liga as ruas João Wagner Wey, no Jardim América, e Augusto Lippel, no Campolim. Crédito da foto: Erick Pinheiro/Jornal Cruzeiro do Sul

Foi inaugurado oficialmente ontem o viaduto Zuleika Sucupira Kenworthy. A nova passagem sobre a rodovia Raposo Tavares (SP-270) liga as ruas João Wagner Wey, no Jardim América, e Augusto Lippel, no Parque Campolim. A construção tornou-se polêmica em razão de manifestações contrárias de moradores daquela região.

Na inauguração, o prefeito José Crespo (DEM) destacou o crescimento região e a falta de opções para o trânsito local. “Sorocaba ganha muito com a obra e até Votorantim ganha”, diz. Crespo destacou que a obra privada composta por 22 prédios de oito andares criaria problema de tráfego, o que foi alertado internamente na Prefeitura ainda no governo passado, de Antonio Carlos Pannunzio (PSDB). “Preciso louvar e agradecer. Sem o Ministério Público, não teríamos conseguido”, afirma sobre o acordo que permitiu a construção do viaduto.

Além do prefeito, participaram do ato secretários municipais e representantes de empresas privadas, incluindo Túlio Pereira Barbosa, que representou a MRV Engenharia. A obra teve custo estimado de R$ 10 milhões. “Essa obra faz todo sentido para a cidade, para a região e para os clientes da nossa empresa”, avalia. O viaduto tem pista única e mão dupla e também um espaço lateral destinado aos pedestres.

Segundo o secretário de Mobilidade e Acessibilidade (Semob), Luiz Alberto Fioravante, veículos que trafegam diariamente nas vias da região, em especial nas avenidas Antônio Carlos Comitre e Armando Pannunzio, se beneficiarão do novo viaduto. “É muito importante porque você liga três grandes polos da cidade. Agora, não será necessário acessar a rodovia Raposo Tavares, como ocorria”, frisa. Fioravante também afirmou que chuvas e a burocracia em torno do caso fez com que houvesse adiamentos na entrega.

O viaduto foi construído pela MRV Engenharia, a partir de uma medida mitigatória para compensar a geração de tráfego provocada pela implantação do conjunto de apartamentos próximo à rua João Wagner Wey. O processo, como lembrou José Crespo, teve participação do Ministério Público do Estado de São Paulo (MP-SP). O promotor Jorge Alberto Marum representou a instituição no evento. “Não haveria como destruir essa obra, demolir. Então fomos buscar uma compensação para isso. Por meio de um parecer técnico, a Prefeitura de Sorocaba nos informou que a construção do viaduto seria um meio de compensação”, afirma, Entretanto, Marum defendeu que obras parecidas sejam discutidas com a sociedade, para que situações, como a que levaram a necessidade do Termo de Ajustamento de Conduta (TAC), não se repitam. Por fim, ele considerou que o desfecho do caso foi positivo.

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A nova passagem foi construída no quilômetro 101 da Raposo. Segundo a Semob, a construção tem 125 metros de comprimento por 12 metros de largura. A conclusão da obra havia sido adiada por três vezes e o atraso foi atribuído ao mau tempo e ao volume de chuvas. Inicialmente, a previsão de entrega do viaduto era para o final de fevereiro.

Zuleika Sucupira Kenworthy, que deu nome ao viaduto, conhecida por ser uma pioneira no MP, nasceu em Jundiaí, em 1912. Ela faleceu em Sorocaba, em 2017. Zuleika foi a primeira mulher promotora de justiça de São Paulo, do Brasil e da América Latina. (Marcel Scinocca)

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