Sorocaba e Região

Nova gestão promove melhorias no Conjunto Hospitalar de Sorocaba

A nova gestão assumiu o CHS em novembro de 2018, com um trabalho de humanização mais efetivo com os pacientes
Nova gestão promove melhorias no Conjunto Hospitalar
Aguinaldo Carlesse e Maristela Honda, do CHS; o presidente do Conselho de Administração da Fundação Ubaldino do Amaral (FUA), César Augusto Ferraz dos Santos; e o presidente da Fundação Cultural Cruzeiro do Sul (FCCS), Alexandre Latuf. Crédito da foto: Emidio Marques (8/10/2019)

 

As melhorias realizadas no Hospital Regional e no Hospital Leonor Mendes de Barros, que atualmente somam 30 leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI) foram apresentadas nesta terça-feira (8) ao presidente do Conselho de Administração da Fundação Ubaldino do Amaral (FUA), mantenedora do jornal Cruzeiro do Sul, César Augusto Ferraz dos Santos, e ao presidente da Fundação Cultural Cruzeiro do Sul (FCCS), mantenedora da rádio Cruzeiro FM 92,3, Alexandre Latuf, durante visita deles ao Conjunto Hospitalar de Sorocaba (CHS).

Eles foram recepcionados pela vice-presidente do Serviço Social da Construção Civil (Seconci-SP), Maristela Honda, pelo diretor técnico do CHS, Aguinaldo Carlesse, e pelo gerente médico Tiago Dal Molin.

Maristela contou que desde que a nova gestão assumiu, em 1º de novembro de 2018, o trabalho de humanização com os pacientes vem sendo mais efetivo. “São muitas coisas que parecem pequenas, mas que dão uma sensação de acolhimento ao paciente, como colocação de cortinas, mudança na alimentação, troca de toda a rouparia, entre outros serviços”, disse Maristela.

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Carlesse contou a Ferraz e Latuf que ao assumir o CHS, o Seconci-SP providenciou um plano diretor para os hospitais, com todas as melhorias necessárias. “Para resolver todos os problemas seria necessária uma grande reforma, que fica na casa dos R$ 65 milhões, mas não há orçamento para isso, então estamos focados em fazer as manutenções de obras menores, mas que causam muitos efeitos positivos”, contou o diretor técnico.

Maternidade

Em dezembro, segundo Carlesse, será finalizada a reforma na maternidade, que teve a pintura renovada, todo o piso trocado, assim como os berços e camas. “Outra melhoria é a reforma do refeitório para os funcionários. Antes cada andar tinha uma pequena copa e agora nós centralizamos tudo com uma estrutura melhor”, afirmou.

A alimentação dos pacientes, relata Carlesse, também passou por mudanças. Antes os pacientes recebiam as refeições em um marmitex de alumínio, sem seguir uma dieta adequada. “Agora há uma empresa especializada em alimentação hospitalar”, contou. O CHS também conta com uma equipe de nutricionistas e um nutrólogo.

Maristela frisou que tem feito contato com muitos deputados para que emendas parlamentares sejam destinadas ao CHS. “Gostaríamos de construir uma casa de apoio aos pacientes e acompanhantes que precisam de atendimento aqui e muitas vezes fazem longas viagens. O deputado Vitor Lippi recentemente nos deu um aporte”, destacou a gestora.

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O CHS é a referência em atendimentos para os 48 municípios que integram o Departamento Regional de Saúde 16 (DRS-16).

Atualmente o CHS conta com 2.100 profissionais, sendo 1.000 contratados pelo Seconci e o restante através de contratação direta com a Secretaria de Saúde do Estado de São Paulo. O chamamento de novos anestesistas, segundo Carlesse, foi fundamental para aumentar a realização de cirurgias nos hospitais. “Hoje temos dez anestesistas e não há mais o cancelamento de procedimentos por falta deste profissional, que era comum antigamente”, relembrou.

1.100 cirurgias por mês

O CHS realiza aproximadamente 1.100 cirurgias por mês, entre eletivas e de emergência. “Hoje também não há cancelamento de cirurgias por falta de material, já que semanalmente é feito um mapa cirúrgico, que já define a equipe, a sala de cirurgia e todo o material que será necessário para a semana seguinte.” Ele explicou, porém, que pode acontecer o adiamento de uma cirurgia eletiva por conta de uma entrada de emergência. A taxa de ocupação do CHS fica em torno de 90%.

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Mensalmente o CHS recebe do Estado o repasse de R$ 10.270 milhões e esse orçamento, conta Carlesse, é abaixo do necessário para o pleno funcionamento dos serviços. “Estamos trabalhando para diminuir sempre o tempo de internação, que hoje está em 5,8 dias, mas já esteve em 11,8 e até casos de pessoas internadas por meses”, conclui Carlesse. (Larissa Pessoa)

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