Manga critica falta de aviso prévio sobre paralisação dos ônibus
Interrupção afetou passageiros que dependem do transporte público para chegar ao trabalho e às escolas
O prefeito de Sorocaba, Rodrigo Manga (sem partido), afirmou que duas das três empresas responsáveis pelo transporte coletivo da cidade atrasaram o pagamento do vale-refeição dos funcionários. Em entrevista concedida por telefone à rádio Cruzeiro FM 92,3, na manhã desta quarta-feira (4), ele disse que convocou representantes das operadoras para uma reunião no Paço Municipal e que os pagamentos começariam a ser realizados às 10h.
O depósito foi realizado ainda durante a manhã, conforme informado pelo Sindicato dos Rodoviários de Sorocaba e Região. Segundo o prefeito, a circulação dos ônibus começou a ser restabelecida às 6h45, após paralisação iniciada por volta das 4h.
A interrupção afetou passageiros que dependem do transporte público para chegar ao trabalho e às escolas. De acordo com Manga, duas das três empresas responsáveis pela operação, City e BRT, deixaram de pagar o benefício no prazo previsto. A Consor, terceira operadora, teria efetuado o pagamento normalmente. “São duas das três empresas, que é a questão do vale que não foi pago”, declarou o prefeito.
Manga disse ter sido surpreendido pela paralisação e criticou a falta de comunicação prévia por parte das empresas. Questionado pelos apresentadores sobre a reivindicação dos trabalhadores, esclareceu que sua cobrança se dirigia às operadoras, que deveriam ter informado antecipadamente que não cumpririam o pagamento.
O prefeito, porém, reconheceu que os trabalhadores tinham razão ao reivindicar o benefício. “O sindicato está com todo o respeito, com todas as divergências que tem, mas está na razão deles, tem que receber o vale”, afirmou.
Segundo Manga, as empresas atribuíram o atraso a divergências de valores e acertos financeiros. Ele disse que uma nova reunião está prevista para as 14h30 desta quarta-feira, para discutir as divergências com as operadoras.
O prefeito também afirmou ter recebido garantias de que os pagamentos seriam realizados. Conforme seu relato, representantes das empresas entraram em contato com os respectivos setores financeiros durante a reunião para determinar a quitação dos valores pendentes.
Problemas no transporte
A paralisação ocorreu após Manga ter comentado, em entrevista anterior, problemas na operação da Consor, relacionados a ônibus que apresentavam falhas. Na conversa desta quarta-feira, ele diferenciou as situações e afirmou que os problemas da empresa não estavam relacionados a pagamentos, mas às condições dos veículos.
O prefeito também anunciou a chegada de seis novos ônibus e disse ter solicitado a substituição dos veículos do transporte especial por modelos com ar-condicionado.
O episódio levanta questionamentos sobre o acompanhamento dos contratos de transporte coletivo e os mecanismos de fiscalização das obrigações das concessionárias. Durante a entrevista, Manga não detalhou se a prefeitura pretende instaurar procedimento para apurar o atraso ou aplicar eventuais sanções às empresas.