Falhas em ônibus ameaçam contrato com a empresa Consor
Multas representam cerca de R$ 70 mil mensais e processo administrativo avalia substituição da concessionária
Falhas mecânicas recorrentes e panes em série colocaram a concessionária Consor sob a observação da Prefeitura de Sorocaba. A empresa, uma das três operadoras do transporte coletivo da cidade, acumula em 2026 uma média de 210 autuações mensais por problemas operacionais, gerando descontos de aproximadamente R$ 70 mil ao mês nos repasses contratuais.
Diante do quadro, a Empresa de Desenvolvimento Urbano e Social de Sorocaba (Urbes) abriu um processo administrativo que pode culminar na substituição da concessionária no próximo ano.
A confirmação dos problemas foi feita publicamente pelo prefeito Rodrigo Manga (sem partido) em entrevista recente à rádio Cruzeiro FM 92,3. Segundo a Urbes, as quebras têm se concentrado em defeitos no sistema de arrefecimento, superaquecimento de motores, panes elétricas e desgaste prematuro de componentes das portas dos coletivos. A empresa municipal informou que os ônibus com falhas são autuados e retirados imediatamente de circulação até que os reparos sejam feitos.
Entre os passageiros, não faltam relatos sobre os problemas com os veículos. Algumas pessoas afirmam que já precisaram embarcar em outro ônibus depois que o veículo em que estavam quebrou. Outras pessoas relatam problemas no trânsito quando os ônibus quebram e atrasos nos horários.
Caso a rescisão ou substituição da Consor avance, a Urbes garante que o atendimento à população não será interrompido. A continuidade do serviço é prevista por lei. De acordo com a Urbes, com a troca, o objetivo é renovar os veículos, exigindo modelos mais novos e equipados com ar-condicionado.
Paralelamente às cobranças sobre a Consor, a prefeitura anunciou reforço na frota da cidade por meio do BRT Sorocaba. Já foi emitida uma ordem de serviço para a aquisição de 36 novos ônibus (25 articulados e 11 convencionais), previstos para começar a rodar na zona norte a partir do primeiro trimestre de 2027.
Empresa
O Cruzeiro do Sul procurou a concessionária Consor para que se pronunciasse sobre o problema. As tentativas de contato foram feitas por e-mail e telefone, mas a empresa não respondeu. O espaço segue aberto.