Líder do tráfico de Sorocaba é preso em Ilha Comprida

Investigação começou no fim de 2025 e já resultou em 19 prisões; nesta quarta-feira (28), cinco integrantes foram identificados e três foram detidos

Por João Frizo

A Polícia Civil continuará as buscas pelos investigados que permanecem foragidos

A Polícia Civil prendeu três pessoas nesta quarta-feira (28), durante a terceira fase da Operação Distribuição, que investiga uma associação criminosa ligada ao tráfico de drogas em Sorocaba. Entre os detidos está um homem localizado em Ilha Comprida, no litoral paulista, apontado como uma das lideranças do grupo na região. Outros dois investigados identificados nesta etapa não foram encontrados e são procurados.

A operação foi conduzida pela Divisão Especializada de Investigações Criminais (Deic), com apoio do Grupo de Operações Especiais (GOE) e da Delegacia Seccional de Sorocaba. Ao todo, foram cumpridos três mandados de prisão e 13 de busca e apreensão. Durante as diligências, um dos alvos também foi preso em flagrante por tráfico de drogas.

Segundo o delegado titular da Delegacia de Investigações sobre Entorpecentes (Dise), Rafael Godoi de Vasconcelos, o homem preso em Ilha Comprida era responsável pela distribuição de drogas nos bairros Éden e Carandá, em Sorocaba. A função dele foi identificada a partir dos elementos reunidos durante as etapas anteriores da investigação.

O delegado afirma que o investigado ocupa uma posição de liderança no tráfico da região. “Ele é uma das lideranças aqui da região”. Segundo Vasconcelos, os elementos produzidos ao longo da apuração permitiram identificar a posição ocupada pelo homem na associação criminosa.

Embora o Éden e o Carandá concentrem a atuação mais intensa do grupo, a Polícia Civil também identificou indícios de participação dos investigados em outras regiões da cidade. Questionado sobre a área de atuação dos integrantes, o delegado explicou que há sinais de uma presença mais ampla, mas ressaltou que “a atuação mais forte é no Éden e no Carandá”.

Os cinco indivíduos identificados nesta fase, conforme a Polícia Civil, integram a mesma associação criminosa. A investigação busca esclarecer a participação de cada um na estrutura do grupo e na distribuição dos entorpecentes.

Material apreendido

Durante o cumprimento dos mandados de busca e apreensão, os policiais encontraram mais de 300 porções de drogas em um dos endereços investigados, além de materiais utilizados na fabricação e na embalagem dos entorpecentes. O responsável pelo local foi preso em flagrante por tráfico de drogas.

De acordo com Vasconcelos, o homem já era alvo de um mandado de prisão e estava entre os investigados por envolvimento com a associação criminosa. A apreensão do material no imóvel reforçou os elementos reunidos pela polícia sobre a participação dele no esquema.

A Polícia Civil não detalhou, durante a coletiva, quais tipos de drogas foram apreendidos nem informou o peso total dos entorpecentes. Também não houve confirmação sobre a apreensão de armas.

Investigação

A investigação teve início no final de 2025. Nas duas primeiras fases da Operação Distribuição, 16 pessoas foram presas. As informações reunidas nessas etapas permitiram aos policiais avançar na identificação de outros integrantes da associação criminosa.

“Essa investigação começou no final do ano passado, já tivemos duas fases com 16 pessoas presas ao total”, explicou o delegado. A partir dos elementos obtidos anteriormente, os investigadores identificaram outros cinco integrantes nesta terceira etapa. Três foram presos, enquanto dois não foram localizados nos endereços procurados.

A Polícia Civil continuará as buscas pelos investigados que permanecem foragidos. Segundo Vasconcelos, as equipes vão realizar novas diligências para tentar localizar os dois homens.

Os materiais e as informações obtidos nesta quarta-feira também serão analisados para verificar se há elementos que justifiquem o aprofundamento da apuração sobre o grupo. O delegado explicou que a continuidade da investigação dependerá da avaliação dos resultados desta etapa.

Ele ressaltou, no entanto, que o combate ao tráfico de drogas exige atuação permanente das equipes policiais. “A investigação pelo tráfico de drogas nunca se encerra, porque é uma atividade também ininterrupta”, afirma.