Falhas de climatização geram reclamações no CHS

Familiares relatam calor na sala de espera da hemodiálise e demora nos reparos; hospital prevê concluir manutenção do ar-condicionado da UTI até sexta-feira (16)

Por João Frizo

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Os problemas de climatização e manutenção no Conjunto Hospitalar de Sorocaba (CHS) são motivo de reclamação de pacientes e acompanhantes. Os relatos incluem calor na sala de espera da hemodiálise, ventiladores quebrados e demora nos reparos. O hospital informa que os equipamentos de ar-condicionado da Unidade de Terapia Intensiva (UTI) passam por manutenção corretiva, com previsão de conclusão até sexta-feira (16).

Karina Freitas Ferreira, que acompanha a mãe durante sessões de hemodiálise na unidade, afirma que as falhas nos sistemas de climatização se repetem há anos e que as reclamações já foram encaminhadas à direção. Segundo ela, os problemas afetam principalmente quem precisa permanecer no hospital durante o tratamento ou enquanto aguarda pacientes. “Já tem uns meses, já aconteceu já também antes, até ano passado, teve esse problema dos ar-condicionados, pararam todos de funcionar, muita gente passou mal”, relata.

Karina diz que o calor é especialmente difícil para pessoas que já chegam debilitadas ao hospital e para acompanhantes que passam longos períodos no local.

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Ventilação

Na sala de espera da hemodiálise, no terceiro andar, a cuidadora relata que as janelas foram fechadas por questões de segurança e que um ventilador instalado após reclamações deixou de funcionar. Segundo ela, a situação prejudica a circulação do ar e torna a espera desconfortável. “O ventilador, por exemplo, temos um problema agora que tá quebrado, aqui na sala de espera do terceiro andar de hemodiálise”, afirma.

Outro acompanhante, que frequenta o CHS há cerca de três anos e pediu para não ser identificado, também reclama das condições do ambiente. Segundo ele, a sala de espera permanece fechada e dispõe de apenas um ventilador, que nem sempre funciona. “É um ventilador a bateria, que às vezes não funciona, e a gente passando mal com o calor”, relata.

O acompanhante afirma que pacientes e familiares evitam procurar a imprensa por receio de possíveis consequências. Karina, por sua vez, diz que já passou mal enquanto aguardava a mãe durante uma sessão de hemodiálise.

Ela também aponta dificuldades para pessoas idosas ou com mobilidade reduzida, especialmente quando precisam se deslocar entre os andares. “Aí você imagina uma pessoa com mais idade, uma pessoa com uma mobilidade mais reduzida, vai ter que ficar descendo pra ficar lá fora, pra tomar um ar? Sem contar que, se for descer, é de escada, porque o elevador não funciona”.

Manutenção

Em resposta ao Cruzeiro do Sul, o CHS informa que os equipamentos de ar-condicionado da UTI passam por manutenção corretiva, com previsão de conclusão até amanhã (16). Segundo o hospital, a unidade mantém contrato para manutenções preventivas e corretivas, conforme as normas técnicas e os protocolos do Serviço de Controle de Infecção Hospitalar (SCIH).

Sobre os elevadores, o complexo informa que a empresa responsável foi acionada e realizava avaliações e ajustes na terça-feira (13). Também declara ter adotado planos de contingência para garantir a assistência e minimizar os impactos no atendimento.

Investimentos

A Secretaria de Estado da Saúde informa que o pacote de aproximadamente R$ 50 milhões anunciado em abril para o CHS contempla obras, adequações estruturais e aquisição de equipamentos. Segundo a pasta, a estrutura e os equipamentos são monitorados continuamente, com intervenções conforme as necessidades identificadas.

A Secretaria não detalha quanto dos recursos já foi aplicado, quais melhorias foram concluídas nem se os investimentos contemplam intervenções específicas nos sistemas de climatização e nos elevadores.