Moradores de Iperó querem pressa para liberar ponte interditada

Fechamento da travessia há quatro meses provoca transtornos, aumenta o trajeto e gera cobrança por avanço nas obras

Por Thaís Verderamis

Ponte Iperó x Tatuí

Os moradores de Iperó, na Região Metropolitana de Sorocaba (RMS), reclamam do tempo de interdição, desde junho, da ponte sobre o rio Sarapuí, que faz a ligação ao município vizinho de Tatuí. Na terça-feira (6), um grupo foi à Câmara Municipal para protestar contra a falta de uma solução para a recuperação da estrutura. Não foi dado um prazo para início da obra.

Segundo o vereador Valter Rodrigues Vieira (PSD), conhecido como Valtinho, a manifestação foi realizada por moradores do bairro Guaxingu e região. "Durante a sessão, houve um princípio de discussão, diante da insatisfação dos moradores com a situação. A interdição da ponte vem causando transtornos e prejudicando a rotina dos moradores que dependem desse acesso", contou o parlamentar.

A ponte foi interditada por danos estruturais e o caminho alternativo tem 25 quilômetros a mais. De acordo com informação da Câmara de Iperó, a interdição não é uma ação política. "Foi esclarecido, como já feito pelo Executivo anteriormente, que os laudos técnicos apontaram a necessidade de interdição total da ponte. Dessa forma, sua liberação não constitui uma decisão discricionária ou política, devendo ser observadas as condições de segurança indicadas pelos responsáveis técnicos."

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"Cimbramento"

Ainda de acordo com a Câmara, a ponte passará por obra de "cimbramento" (suporte provisório), para garantir a segurança dos profissionais e o posicionamento correto da estrutura. "Com relação ao cronograma das obras de cimbramento, esclareceu-se que foi impactado pelo trâmite necessário à liberação ambiental para o corte das árvores pelo órgão estadual competente, além das chuvas ocorridas no período, que também prejudicaram o andamento das providências."

O orçamento destinado ao projeto de cimbramento e execução atinge R$ 750.017,56. As demais etapas da reforma dependem de acordo que envolve as prefeituras de Iperó e Tatuí.

A Câmara informa que existem tratativas administrativas junto ao Governo do Estado para viabilizar o custeio das obras. Porém, não foi dado prazo para o início das obras de recuperação da estrutura.

Trajeto mais longo

Um dos moradores da região que preferiu não ter o nome publicado alegou que o trajeto é muito mais longo, e às vezes, há bois ou cavalos na via, o que oferece risco de acidente aos motoristas, passageiros e também aos animais.