Justiça Eleitoral inicia preparação das urnas eletrônicas em Sorocaba

Processo inclui geração de mídias, checagens de integridade e lacração dos equipamentos antes do 1º turno

Por Da Redação

Preparação prossegue amanhã e no domingo

A preparação das urnas eletrônicas para as eleições gerais de 2026, cujo primeiro turno será no dia 4 de outubro, teve início na quarta-feira (23) em Sorocaba.

O procedimento ocorre na sede dos cartórios eleitorais da cidade, no Jardim Paulistano, onde também foram geradas as mídias que serão utilizadas durante a votação. A preparação e a lacração dos equipamentos se estenderão aos dias 26 e 27 (amanhã e domingo), a partir das 9h, quando também serão realizadas auditorias e verificações da integridade das urnas.

Os sistemas eleitorais que serão utilizados no pleito passaram por procedimentos de assinatura digital e lacração na sede do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), em Brasília, no início de setembro. A cerimônia ocorreu no dia 4 e marcou a conclusão do desenvolvimento dos programas que serão utilizados nas urnas e nos demais sistemas eleitorais. Após a assinatura, os sistemas foram lacrados e cópias oficiais encaminhadas aos tribunais regionais eleitorais para a preparação das eleições.

João Lima, chefe da 343ª Zona Eleitoral, explicou que os programas já foram instalados nos computadores da Justiça Eleitoral, em Sorocaba.

Segundo Lima, antes mesmo da geração das mídias, são realizadas verificações para confirmar a autenticidade das assinaturas digitais e a integridade dos programas instalados nos computadores da Justiça Eleitoral. Depois da preparação, a urna eletrônica também passa por uma auditoria específica para verificar se os sistemas instalados correspondem aos oficiais.

Conforme o TSE, a preparação das urnas também permite o acompanhamento por entidades fiscalizadoras, incluindo a verificação da integridade e autenticidade dos sistemas e a conferência da aplicação dos lacres físicos.

Energia

Além dos mecanismos digitais de segurança, as urnas possuem recursos para manter o funcionamento durante uma eventual interrupção no fornecimento de energia elétrica. De acordo com Lima, os equipamentos são ligados inicialmente à rede elétrica do local de votação, possuindo também uma bateria interna, que pode manter o funcionamento.

"Caso falte energia elétrica, a urna tem uma bateria interna com autonomia de oito horas. Então, faltou energia, o processo é continuado, não há interrupção do processo de votação por conta dessa bateria interna", afirmou o chefe da 343ª Zona Eleitoral.

Após o encerramento da votação, os dados são armazenados na memória de resultado. Lima explica que as informações do boletim de urna são criptografadas antes de serem transmitidas à Justiça Eleitoral, parâmetro de segurança visando à integridade e autenticidade dos votos de cada eleitor.

Transmissão

A transmissão ocorre somente depois de novas verificações no sistema utilizado para transportar os dados. Segundo Lima, o programa instalado nos computadores do cartório também passa por checagens de autenticidade e integridade antes que as informações sejam encaminhadas por uma linha de dados dedicada à Justiça Eleitoral.

Lima explica que a urna eletrônica registra os procedimentos realizados durante a votação. Entre eles está o log da urna, arquivo que mostra diferentes eventos ocorridos no equipamento.

Um exemplo é o reconhecimento biométrico. Caso a digital do eleitor não seja identificada após quatro tentativas, o presidente da seção pode utilizar a própria biometria para habilitar a votação. A ocorrência, porém, deve ser registrada em ata.

"Em qualquer situação de ligar ou desligar a urna ou habilitar o eleitor usando a digital do presidente, isso está registrado no log da urna e eventual ou futura auditoria nesta urna faz a comparação do que está no log da urna com o que está anotado na ata", disse Lima.

De acordo com o TSE, os procedimentos de fiscalização continuam inclusive após a votação, quando podem ser analisados relatórios e arquivos dos sistemas e conferida a contabilização dos votos por meio da comparação com os boletins de urna.

A preparação que começou nesta semana em Sorocaba representa uma das etapas finais antes que os equipamentos sejam encaminhados aos locais de votação. (Frederico Spindola - programa de estágio)