Operação contra PCC mira presidente do Água Santa em Sorocaba

Paulo Korek aparece nas investigações da "Copia e Cola"; informações aprofundam esquemas no transporte coletivo

Por Caroline Mendes

Paulo Korek

Paulo Sirqueira Korek Farias, presidente do Esporte Clube Água Santa, está no centro de duas investigações. Em Sorocaba, ele é um dos investigados no âmbito da Operação Copia e Cola, que apura supostos desvios de recursos públicos em contratos da área da Saúde.

Agora, Korek também é alvo de mandado de prisão da Operação Vectura Corrupta, que investiga a infiltração do Primeiro Comando da Capital (PCC) no sistema de transporte coletivo da capital paulista.

A Operação Copia e Cola continua em andamento. Em fevereiro deste ano, o Ministério Público Federal (MPF) denunciou 13 pessoas por supostos crimes relacionados a contratos firmados pela Prefeitura de Sorocaba para a administração de unidades de saúde.

Korek aparece nesse processo ao lado de Sérgio Peralta e Anderson Luiz Santana. Segundo a denúncia divulgada à época, Korek e Peralta eram apontados como donos da Iase, antiga Aceni, organização envolvida nos contratos investigados. A apuração tem como foco contratos relacionados inicialmente à UPA do Éden e, posteriormente, à então UPH da Zona Oeste, atual UPA da Zona Oeste.

A Prefeitura de Sorocaba informou ao Cruzeiro do Sul que atualmente não mantém contrato com a Aceni. Segundo a administração municipal, todos os fornecedores e contratos passam por fiscalização, conforme critérios legais e de transparência.

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Água Santa

Korek também é presidente do Água Santa, clube de Diadema, no ABC paulista. Sob sua gestão, a equipe chegou à final do Campeonato Paulista, em 2023, quando venceu o Palmeiras por 2 a 1 no primeiro jogo da decisão, mas perdeu por 4 a 0 na partida de volta.

As duas investigações tratam de fatos distintos. A Operação Copia e Cola apura contratos da área da Saúde em Sorocaba e segue em andamento. Já a Vectura Corrupta investiga suspeitas relacionadas ao transporte coletivo e à atuação do PCC.

A decisão que determinou a prisão de Korek tem caráter cautelar e não representa condenação. O Tribunal de Justiça ressalta que as medidas foram autorizadas com base nos elementos reunidos até o momento e que a análise não antecipa eventual responsabilidade criminal dos investigados.

A reportagem tentou contato com a defesa de Paulo Korek Farias, mas não conseguiu retorno até o fechamento. O espaço permanece aberto.

Pcc