Palestra promovida pelo Colégio Poli reúne pais para discutir desafios da IA

Palestrante destaca importância da curiosidade para uso da tecnologia

Por Vernihu Oswaldo

Palestra professor Luiz Marins

A inteligência artificial (IA) já faz parte da educação e exige que alunos, professores e famílias aprendam a lidar com as novas ferramentas. Esse foi o tema abordado pelo professor Luiz Almeida Marins Filho na palestra “Desafios da educação em tempos de inteligência artificial”, promovida pelo Colégio Poli na noite desta quinta-feira (27), no salão de eventos do Lar Escola Monteiro Lobato. O Colégio Poli é mantido pela Fundação Ubaldino do Amaral (FUA).

Para o professor, o bom uso da inteligência artificial depende de uma habilidade que deve ser estimulada desde a infância: a curiosidade. Segundo Marins, saber fazer perguntas é fundamental para obter melhores resultados das ferramentas de IA.

“A inteligência artificial veio para ficar. E o que é importante é que, para você fazer bom uso da inteligência artificial, você tem que aprender a fazer muito prompt”, afirmou. Ele explica que o prompt é o comando dado à ferramenta e que, para formulá-lo adequadamente, é necessário saber perguntar.

“Você tem que fazer a pergunta certa. E, para fazer a pergunta certa, você tem que aprender a perguntar”, disse.

A discussão acompanha mudanças que já ocorrem no Colégio Poli. Segundo o diretor educacional, Pedro Roberto Pereira de Souza, a instituição procura atualizar constantemente suas práticas diante da velocidade das transformações tecnológicas.

“A educação está mudando de uma forma muito rápida. E a gente está procurando trazer todos esses conhecimentos para os pais e, logicamente, para os alunos”, afirmou.

A diretora do Colégio Poli, Luciane Cristina Durigan, afirmou que ferramentas tecnológicas são utilizadas desde a educação infantil, com jogos digitais e outras atividades. O Colégio Poli tem 27 anos e atende cerca de 1.800 alunos, da educação infantil ao ensino médio, nas unidades do Centro e do Alto da Boa Vista.

Para o presidente da Fundação Ubaldino do Amaral (FUA), Carlos Hingst Corrá, o encontro também é uma oportunidade para orientar as famílias sobre o uso responsável da tecnologia.

“Essas ferramentas têm que ser bem utilizadas. Se elas forem utilizadas para o bem, para o ensino, para a educação, é ótimo”, afirmou Corrá, que foi professor por quase 40 anos.

Na avaliação dele, a velocidade das mudanças tecnológicas torna a orientação dos pais ainda mais importante. “Se os pais levarem as crianças, os jovens, para o bom caminho, para a utilização inteligente, para a utilização corresponsável da inteligência artificial, acho que a gente vai conseguir fazer coisas boas”, disse.