Nova UBS no Central Parque deve atender 50 mil moradores
Obras avançaram 58,28%, mas unidade segue sem previsão de inauguração; prédio poderá desafogar outros postos de atendimento da região da zona oeste
A construção da UBS Central Parque deve alterar a distribuição da demanda por atendimento básico de saúde na zona oeste de Sorocaba. A nova unidade será responsável por atender uma região que atualmente contempla as UBSs Márcia Mendes e Júlio de Mesquita Filho, que juntas realizam cerca de 4 mil consultas médicas por mês e atendem aproximadamente 50 mil moradores. A administração municipal não informou, na resposta encaminhada para a reportagem, qual será a data de abertura da unidade para atendimento ao público. Assim, embora a obra esteja pouco acima da metade da execução, ainda não há uma previsão divulgada de quando os moradores poderão efetivamente utilizar o equipamento.
1,8 mil consultas
A capacidade estimada da nova unidade, porém, é de cerca de 1,8 mil consultas médicas mensais. O número equivale a aproximadamente 45% do volume de consultas atualmente realizado pelas duas UBSs. Não foi informado quanto da demanda atual das duas unidades será transferida para a Central Parque nem apresentou uma estimativa de redução no número de atendimentos das unidades existentes.
A UBS Central Parque está sendo construída na zona oeste e tinha 58,28% da obra concluída até julho deste ano. De acordo com o Executivo, o cronograma de execução está mantido. O investimento inicialmente anunciado é de R$ 5,2 milhões, mas o valor ainda pode mudar: existe atualmente um processo de aditivo contratual em andamento.
Saúde da Família
A Central Parque será estruturada no modelo de Estratégia Saúde da Família (ESF), considerado pela prefeitura como o modelo de organização da atenção básica que será adotado na unidade.
A estrutura foi dimensionada para comportar, no mínimo, quatro equipes de ESF. Cada equipe deverá contar com pelo menos um médico de família e comunidade, um enfermeiro, um técnico de enfermagem e um agente comunitário de saúde.
Além das equipes de atendimento, a unidade deverá contar com profissionais de odontologia, farmácia, equipe multiprofissional, apoio administrativo e serviços de limpeza e higiene.
É justamente a estrutura para quatro equipes que faz com que a Central Parque seja classificada como uma UBS de porte IV. Segundo a prefeitura, a denominação corresponde a uma unidade de Atenção Primária dimensionada para abrigar pelo menos quatro equipes de Estratégia Saúde da Família, com ambientes e estrutura física compatíveis.
A classificação não significa, necessariamente, que a unidade terá quatro equipes completas imediatamente em funcionamento. Ela define a estrutura física projetada para comportar esse número de equipes.
Atualmente, a população da região é atendida principalmente pelas UBSs Márcia Mendes e do Júlio de Mesquita. Cada uma realiza, segundo a administração municipal, aproximadamente 2 mil consultas por mês.
Somadas, portanto, as duas unidades chegam a cerca de 4 mil consultas mensais. A estimativa da Central Parque é de 1,8 mil consultas médicas no mesmo período.
Os números indicam que a nova unidade terá capacidade significativa, mas não suficiente para absorver integralmente o volume de consultas atualmente realizado pelas duas UBSs. Isso significa que a implantação da Central Parque deverá funcionar como uma redistribuição da demanda, e não como substituição dos equipamentos existentes.
Também não foi informado se os cerca de 50 mil moradores atualmente vinculados às duas unidades serão redistribuídos integralmente entre os três equipamentos ou se apenas parte desse público passará a ser atendida na nova UBS.
Obra no meio do caminho
A construção da Central Parque começou no primeiro semestre de 2025. Até julho de 2026, o avanço físico informado pela Prefeitura era de 58,28%.
O investimento divulgado para a construção é de R$ 5,2 milhões. O Executivo não detalhou, na resposta encaminhada à reportagem, qual será o impacto financeiro do aditivo nem se haverá alteração no prazo contratual.
Outra unidade em construção é a UBS Jardim São Conrado. Nesse caso, o avanço físico informado pela Prefeitura é maior: 70% da obra já foi concluída. O contrato de execução tem vigência até 8 de outubro de 2026.
Já no Horto Florestal, a empresa responsável iniciou as obras de construção da UBS prevista para a região. Não foi repassada data para entrega da unidade.
As três obras — Central Parque, São Conrado e Horto Florestal — fazem parte da expansão da estrutura física da atenção básica.