Toyota terá centro de pesquisa de biocombustíveis em Sorocaba
Unidade terá laboratório, pista de testes e estrutura para desenvolver tecnologias de veículos híbridos flex
O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) aprovou um financiamento de R$ 123,6 milhões para que a Toyota do Brasil construa um Centro de Desenvolvimento de Tecnologias para Biocombustíveis em Sorocaba. O projeto foi selecionado por meio de um edital feito em conjunto com a Financiadora de Estudos e Projetos (Finep) no programa BNDES Mais Inovação.
O investimento prevê a aquisição de equipamentos, a construção de um laboratório e a implantação de uma nova pista de testes para pesquisa e desenvolvimento. As instalações deverão permitir simulações e análises relacionadas à eficiência energética, emissões e evolução de tecnologias para motores híbridos flex.
Segundo o BNDES, a iniciativa também deve contribuir para o desenvolvimento da cadeia de fornecedores locais, com a aquisição de insumos produzidos no País.
"O projeto aprovado pelo BNDES contribui para acelerar a introdução de tecnologias de baixo carbono no setor automotivo no Brasil, além de resultar em ganhos de produtividade e com o desenvolvimento da cadeia de fornecedores locais, com a aquisição de insumos locais", afirmou o presidente do banco, Aloizio Mercadante.
Engenharia brasileira
A implantação do centro em Sorocaba aproveita a experiência brasileira no desenvolvimento de motores flex e no uso de biocombustíveis. No Brasil, a estratégia combina a eletrificação dos veículos com o uso do etanol. A própria Toyota destaca como marco dessa trajetória o lançamento, em 2019, do Corolla Híbrido Flex, apresentado pela empresa como o primeiro veículo híbrido flex do mundo.
"Este projeto reflete a confiança da Toyota na capacidade da engenharia brasileira de desenvolver soluções complexas e contribuir para os desafios tecnológicos da mobilidade de baixo carbono", afirmou o presidente da Toyota do Brasil, Evandro Maggio.
Segundo o executivo, o financiamento também deve acelerar investimentos em infraestrutura, conhecimento e formação técnica. O cronograma das obras não foi informado.