Queda de temperatura substitui calor
Sorocaba e cidades da RMS terão dias de até 32°C antes de uma mudança no tempo prevista para sexta-feira (21); baixa umidade exige cuidados com a saúde
A semana começou com tempo firme, temperaturas elevadas e baixa possibilidade de chuva em Sorocaba e região. Segundo dados do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) e do Climatempo, os termômetros devem se aproximar dos 30°C entre até a quinta-feira (20), antes de uma queda mais acentuada nas temperaturas prevista para a sexta-feira (21).
Nesta terça-feira (18), as temperaturas devem variar entre 16°C e 32°C. A previsão indica tempo estável, com predomínio de sol durante o dia e aumento da nebulosidade à noite. Na quarta-feira (19) e na quinta-feira (20), o calor continua, com máximas que podem chegar aos 32°C. Há possibilidade de nevoeiro durante as manhãs e de períodos de céu mais nublado ao longo do dia, mas não há previsão significativa de chuva.
A mudança deve ocorrer na sexta-feira (21), quando uma queda nas temperaturas deve atingir diferentes municípios da região. Em Sorocaba, Boituva e Araçoiaba da Serra, os termômetros devem ficar entre 13°C e 25°C. Em São Roque, o frio será mais intenso, com mínima de 10°C e máxima de 23°C.
Com a aproximação da primavera, que começa em 22 de setembro, a tendência é de temperaturas mais elevadas, embora ainda possam ocorrer períodos de frio e variações nas condições do tempo.
Baixa umidade exige atenção
Além da variação de temperatura, a previsão de tempo seco para os próximos dias reacende o alerta para os efeitos da baixa umidade relativa do ar sobre a saúde. A Defesa Civil do Estado de São Paulo orienta a população a redobrar os cuidados, já que os períodos mais quentes e secos reduzem as chances de chuva e podem provocar ressecamento das vias respiratórias, desconforto e agravamento de doenças respiratórias.
O cenário se repete após uma semana em que municípios da Região Metropolitana de Sorocaba (RMS) registraram índices preocupantes de umidade. Votorantim apresentou o menor índice, com 28,3%, entrando em estado de atenção conforme parâmetros da Organização Mundial da Saúde (OMS). Em Sorocaba, a umidade chegou a 33,5%, enquanto Itu registrou 46,6%.
Os baixos índices são comuns durante o inverno, principalmente em períodos prolongados de estiagem, e costumam ser mais críticos durante as tardes, quando as temperaturas aumentam e a umidade diminui.
Segundo a pneumologista Helena Lucia Capuzzi Lui Miguel, da Unimed Sorocaba, quando a umidade relativa do ar fica abaixo de 30%, o organismo passa a enfrentar mais dificuldades para se proteger de agentes causadores de doenças.
“O tempo seco resseca as mucosas nasais e dos pulmões, dificultando a defesa do corpo e aumentando a concentração de poluentes no ar. Isso favorece o surgimento e agravamento de problemas como rinite, sinusite, asma, bronquite e principalmente infecções virais. Com a queda da imunidade, além do ar poluído, as vias aéreas ficam mais ressecadas, intensificando os problemas respiratórios”, explica.
Crianças e idosos exigem atenção
Alguns grupos são especialmente vulneráveis aos efeitos da baixa umidade, entre eles crianças menores de cinco anos, idosos e pessoas com doenças pulmonares ou cardiovasculares.
“O ar ressecado altera as mucosas que protegem as vias respiratórias, reduz o funcionamento dos mecanismos naturais de defesa e concentra mais poeira, fumaça e outros alérgenos em suspensão”, afirma a especialista.
Nas crianças, o sistema imunológico ainda está em desenvolvimento, o que aumenta a suscetibilidade a infecções. Já os idosos podem apresentar doenças pré-existentes e, muitas vezes, sentir menos sede, condição que favorece a desidratação.
Hidratação é fundamental
Para reduzir os impactos do tempo seco, a médica recomenda a adoção de cuidados simples no dia a dia. Entre eles estão a ingestão de pelo menos dois litros de água por dia, o uso de soro fisiológico nas narinas e a umidificação dos ambientes.
Também é indicado evitar atividades físicas ao ar livre entre 10h e 16h, especialmente em locais com grande circulação de veículos. Os cuidados ajudam a manter as vias respiratórias hidratadas e diminuem o desconforto provocado pelo ressecamento das mucosas.
Quando procurar atendimento
Sintomas como nariz ressecado e pequenos sangramentos são comuns durante períodos de baixa umidade. Na maioria dos casos, o sangramento nasal melhora com uma compressão leve no nariz por cerca de dez minutos. “Se o sangramento persistir por mais de vinte minutos ou for intenso, é importante procurar atendimento médico”, orienta Helena.
A recomendação também vale para pessoas que apresentarem falta de ar, agravamento de doenças respiratórias ou sinais persistentes de desidratação.
Vacinação também é prevenção
Além da hidratação e dos cuidados com a exposição ao calor, manter a vacinação em dia é outra medida importante para reduzir o risco de complicações respiratórias. “A imunização é a forma mais segura e eficaz de prevenir doenças graves. A vacina estimula o organismo a produzir anticorpos contra vírus e bactérias sem causar a doença e ajuda a proteger justamente as pessoas mais vulneráveis nesta época do ano”, conclui a médica.