Sorocaba mantém geração de empregos na construção e fica entre as líderes do Estado
Regional abriu 361 vagas em junho e chegou a 100,9 mil trabalhadores com carteira assinada; Estado registrou fechamento de 882 postos de trabalho no período
Mesmo com a construção civil paulista voltando a registrar saldo negativo de empregos em junho, a regional de Sorocaba manteve o ritmo de contratações e figurou entre os destaques do Estado. Levantamento do Sindicato da Indústria da Construção Civil do Estado de São Paulo (SindusCon-SP), elaborado em parceria com o Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (FGV/Ibre), aponta que a regional abriu 361 vagas formais no mês, ficando atrás apenas de Santos, que criou 840 postos de trabalho.
Com o resultado, Sorocaba encerrou junho com estoque de 100,9 mil trabalhadores com carteira assinada na construção civil. Nos últimos 12 meses, o emprego no setor cresceu 6,2% na regional, um dos melhores desempenhos entre as áreas acompanhadas pelo SindusCon-SP.
Cenário estadual
O desempenho da regional contrasta com o resultado registrado no Estado. Em junho, a construção civil paulista fechou o mês com saldo negativo de 882 empregos. Das 11 regionais analisadas pelo SindusCon-SP, cinco encerraram o período com saldo positivo de vagas, uma permaneceu estável e outras cinco registraram mais desligamentos do que admissões.
Apesar do resultado mensal, o setor mantém aproximadamente 840 mil trabalhadores com carteira assinada no Estado de São Paulo. Desse total, 361,4 mil atuam no segmento de serviços, 263,1 mil em edificações e 216,1 mil em obras de infraestrutura. Na capital paulista, o estoque é de 373,1 mil trabalhadores, embora junho tenha registrado fechamento de 702 vagas.
Segundo o presidente-executivo do SindusCon-SP, Eduardo Zaidan, o desempenho continua positivo no acumulado do ano e dos últimos 12 meses, mas ainda apresenta diferenças entre as regiões paulistas.
"Mesmo com o novo recuo registrado no Estado, o emprego na construção continua positivo no acumulado do ano e em 12 meses. O desempenho do setor, porém, segue desigual entre as regionais. Enquanto algumas foram impulsionadas pelo programa Minha Casa, Minha Vida, outras registraram fechamento de vagas com a conclusão de obras públicas ligadas às próximas eleições e pelos juros elevados, que seguem inibindo a construção residencial voltada à classe média", afirma.
Desempenho das regionais
Além de liderar a geração de empregos em junho, Santos ampliou para 31,4 mil o número de trabalhadores com carteira assinada na construção civil e acumulou crescimento de 8,7% nos últimos 12 meses.
Na sequência aparece Sorocaba, com saldo positivo de 361 vagas. São José do Rio Preto abriu 261 postos de trabalho, Santo André registrou saldo de 51 empregos e Mogi das Cruzes criou outras 31 vagas. A regional de Presidente Prudente manteve estabilidade no período.
Entre os resultados negativos, São José dos Campos apresentou o pior desempenho do mês, com fechamento de 932 vagas. Ribeirão Preto perdeu 498 postos de trabalho, Campinas registrou saldo negativo de 256 empregos e Bauru encerrou junho com redução de 38 vagas.
Sequência positiva
O resultado de junho reforça a sequência de bom desempenho da regional de Sorocaba. Em maio, a região havia liderado a geração de empregos da construção civil no Estado, com a criação de 809 vagas formais.
Embora o número de contratações tenha sido menor no mês seguinte, a regional permaneceu entre as principais responsáveis pela geração de empregos no setor, em um cenário de retração no Estado. O levantamento do SindusCon-SP é elaborado com base nos dados do Novo Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Novo Caged), do Ministério do Trabalho e Emprego, e acompanha mensalmente o saldo de vagas, o estoque de trabalhadores e a evolução do emprego nas regionais da entidade.