Sorocaba registra queda de 5% nas interrupções de energia por pipas

Por

Contato com rede elétrica, especialmente quando a linha é revestida com cerol ou linha chilena, pode provocar curtos-circuitos e desligamentos em larga escala

Sorocaba registrou redução de 5% nas ocorrências de interrupção no fornecimento de energia elétrica causadas por pipas nos cinco primeiros meses de 2026.

De acordo com levantamento da CPFL Piratininga, o município contabilizou 75 ocorrências entre janeiro e maio, contra 79 no mesmo período do ano passado, na contramão do cenário observado na maior parte da área de concessão da distribuidora.

Embora Sorocaba tenha apresentado queda, os números da concessionária mostram aumento nas cidades vizinhas. Em Votorantim, as ocorrências passaram de 13 para 19, crescimento de 46%, enquanto São Roque registrou alta de 22%, saltando de nove para 11 casos. Considerando os 27 municípios atendidos pela CPFL Piratininga, foram 881 interrupções provocadas por pipas entre janeiro e maio deste ano, frente a 755 no mesmo período de 2025, aumento de 16,69%.

Segundo o gerente de Saúde e Segurança da CPFL Energia, Raphael Campos, empinar pipas é uma brincadeira tradicional, mas pode representar sérios riscos quando praticada nas proximidades da rede elétrica ou com o uso de cerol e linha chilena.

Além de provocar curtos-circuitos e desligamentos que afetam milhares de consumidores, essas linhas oferecem risco de acidentes graves envolvendo pedestres, ciclistas e motociclistas.

A distribuidora lembra que a Lei Estadual nº 17.201/2019 proíbe a fabricação, comercialização e utilização de linhas com cerol ou linha chilena em todo o Estado de São Paulo. Além das multas previstas na legislação, quem provocar acidentes com esse tipo de material pode responder criminalmente.

Com a chegada das férias escolares de julho, a CPFL Piratininga intensificou as ações do programa Guardião da Vida, voltado à conscientização sobre segurança elétrica em escolas públicas.

A empresa orienta que as pipas sejam empinadas apenas em locais abertos e afastados da rede elétrica, sem o uso de linhas cortantes, e reforça que, caso uma pipa fique presa nos fios, a população não deve tentar retirá-la, devendo comunicar a ocorrência pelos canais oficiais da concessionária. (Da Redação)