Derrite defende integração entre inteligência policial, tecnologia e leis mais rígidas
Derrite defende integração entre inteligência policial, tecnologia e leis mais rígidas
O combate ao crime organizado exige uma atuação conjunta entre inteligência policial, uso de tecnologia, valorização das forças de segurança e endurecimento da legislação penal. A avaliação é do deputado federal Guilherme Derrite (Progressistas), que participou de entrevista à rádio Cruzeiro FM 92,3, na manhã de ontem (30). Durante a conversa, o parlamentar defendeu mudanças no sistema penal brasileiro, criticou o que considera um enfraquecimento das leis criminais nas últimas décadas e afirmou que o Congresso Nacional precisa assumir protagonismo na discussão sobre segurança pública.
Segundo Derrite, a legislação atual favorece a sensação de impunidade e acaba estimulando a atuação das organizações criminosas. Para o deputado, crimes graves precisam receber punições mais severas e o sistema de execução penal deve priorizar o cumprimento efetivo das penas. "O criminoso tem a certeza da impunidade. O Brasil precisa inverter essa lógica e garantir que quem comete um crime cumpra efetivamente a pena prevista".
O parlamentar destacou como uma das principais conquistas de seu mandato a aprovação do fim da saída temporária de presos e afirmou que continuará defendendo propostas voltadas ao endurecimento da legislação penal, entre elas a redução da maioridade penal e o aumento das penas para integrantes de facções criminosas.
Inteligência
Ao responder sobre o avanço do crime organizado e dos crimes cibernéticos, Derrite afirmou que apenas ampliar o número de policiais nas ruas não é suficiente para enfrentar a criminalidade.
De acordo com o deputado, segurança pública depende do equilíbrio entre efetivo, inteligência policial, tecnologia e legislação adequada.
Ainda, Derrite afrima que "não adianta apenas aumentar o efetivo. É preciso investir em tecnologia, inteligência policial e aperfeiçoar a legislação. Esses pilares precisam caminhar juntos".
O deputado explicou que, mesmo com um número maior de policiais, sempre haverá locais sem presença física das forças de segurança. Por isso, defende a utilização de ferramentas tecnológicas capazes de ampliar a capacidade de investigação e monitoramento.
Na avaliação do parlamentar, o crescimento dos crimes virtuais reforça essa necessidade. Derrite citou o avanço dos ataques cibernéticos e afirmou que o prejuízo causado por esse tipo de delito já supera, em muitos casos, o registrado em crimes patrimoniais tradicionais. "Os crimes cibernéticos cresceram de forma exponencial. Hoje, um criminoso consegue causar prejuízos bilionários sem sequer precisar entrar em uma agência bancária".
Valorização
Outro tema abordado foi a valorização dos profissionais de segurança pública. Derrite defendeu melhores salários e condições de trabalho para policiais civis, militares, federais e rodoviários federais.
Segundo o deputado, apesar dos avanços registrados em São Paulo nos últimos anos, a remuneração dos policiais brasileiros ainda está distante do que considera adequado para uma profissão que envolve risco permanente. "O policial é a única profissão em que a pessoa assume o compromisso de defender a sociedade até com o sacrifício da própria vida. Esses profissionais precisam ser valorizados".
O parlamentar ressaltou, no entanto, que a melhoria salarial depende também do fortalecimento da economia nacional e do aumento da capacidade financeira dos estados.
Juventude
Durante a entrevista, Derrite também comentou a influência das redes sociais na formação dos jovens e criticou o que classificou como valorização da criminalidade em determinados ambientes culturais e digitais.
Segundo ele, além da repressão ao crime, é necessário investir na formação das novas gerações, fortalecendo programas preventivos e ampliando a presença das instituições de segurança em ações educativas. "É preciso resgatar valores e mostrar aos jovens que as forças policiais existem para proteger a sociedade. Esse trabalho deve acontecer também nas redes sociais".
O deputado citou iniciativas como o Programa Educacional de Resistência às Drogas e à Violência (Proerd) e defendeu que as forças policiais ampliem sua presença nos meios digitais para aproximar a população do trabalho desenvolvido diariamente.
Política
No campo político, Guilherme Derrite confirmou sua pré-candidatura ao Senado Federal e afirmou que pretende manter a segurança pública como principal bandeira de atuação.
Ao comentar o cenário eleitoral, o deputado defendeu a união das lideranças do campo da direita para a disputa presidencial de 2026 e avaliou que eventuais divergências internas devem ser resolvidas de forma reservada, evitando desgastes públicos. "As divergências sempre existirão, mas precisam ser resolvidas internamente. O objetivo maior deve ser construir uma união em torno de um projeto para o País".
Para o parlamentar, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) continua sendo a principal liderança política do grupo e deverá exercer papel importante na construção das alianças para a sucessão presidencial.
A entrevista completa você pode acessar pelo LINK: https://www.youtube.com/watch?v=JcDtf0DZmwc