Instituto Madá transforma perda em campanha de conscientização

Após perder sua pet para a leishmaniose, tutor cria iniciativa para orientar sobre prevenção, diagnóstico precoce e tratamento

Por Camila Santos

A história da cadela Madá, resgatada após ser abandonada em um condomínio, deu origem ao Instituto Madá, iniciativa criada para conscientizar a população sobre a leishmaniose canina e incentivar a prevenção da doença. A campanha nasceu após a morte do animal, que conviveu por cerca de quatro anos com a enfermidade e recebeu tratamento até não resistir às complicações renais.

Segundo Murilo Acquaviva Ferreira de Oliveira, tutor de Madá, ela apareceu perdida e foi acolhida sem que eles soubessem que já estava infectada. Pouco tempo depois, veio o diagnóstico de leishmaniose, uma doença transmitida pela picada do mosquito-palha.

"O diagnóstico trouxe medo e muitas dúvidas, mas decidimos lutar ao lado dela. A doença mudou nossa rotina e nos ensinou sobre amor incondicional, responsabilidade e a importância da prevenção e do diagnóstico precoce", relata.

Durante aproximadamente quatro anos, Madá foi acompanhada por médicos-veterinários, passando por exames frequentes, uso contínuo de medicamentos e diversos cuidados para manter sua qualidade de vida. Apesar da boa resposta ao tratamento por um longo período, a doença comprometeu gravemente os rins da cadela. "Infelizmente, chegou um momento em que eles já não suportavam mais, e tivemos que nos despedir dela. Foi uma perda muito dolorosa. Ela deixou um vazio enorme em nossa casa", conta.

Da dor surgiu o Instituto Madá, criado para compartilhar informações confiáveis sobre a leishmaniose e evitar que outras famílias passem pela mesma experiência. "O Instituto Madá nasceu para transformar a dor da nossa perda em uma oportunidade de proteger outras famílias. Entendemos que a maior arma contra a leishmaniose é a prevenção", afirma.

Entre os objetivos da iniciativa estão orientar tutores sobre os riscos da doença, incentivar o diagnóstico precoce, divulgar medidas preventivas e combater a desinformação.

Murilo reforça que a prevenção deve começar antes do aparecimento dos sintomas. A orientação é que os tutores conversem com um médico-veterinário sobre as formas de proteção, utilizem coleiras ou repelentes indicados e mantenham acompanhamento periódico dos animais, especialmente em regiões onde a doença é endêmica.

Outro alerta é para que cães diagnosticados com leishmaniose não sejam abandonados. "A leishmaniose tem tratamento e muitos cães conseguem viver por anos com qualidade de vida quando recebem acompanhamento adequado. A Madá foi a prova disso. Ela nos proporcionou quatro anos de muito amor, alegria e companheirismo após o diagnóstico. Cuidar dela foi um privilégio, e é justamente em homenagem à sua história que decidimos criar o Instituto Madá."

Além de preservar a memória da cadela, a família espera que sua história ajude a ampliar a conscientização sobre a doença e incentive mais tutores a investir na prevenção e no cuidado responsável com seus animais.

Para fazer parte da iniciativa acesse: https://www.instagram.com/institutomadah/ e compartilhe

MEU BICHINHO

Esta é a Leona, amiga inseparável da Yasmin desde que a tutora tinha 7 anos. Hoje, aos 12 aninhos, Leona é uma idosinha muito feliz.