Motoristas de delivery fazem protesto por falta de pagamento
Os motoristas prestadores de serviço da Murici Transportes e Logística se reuniram ontem (19), na avenida Jerome Case, no Éden, em frente a sede da empresa para protestar contra a falta de pagamento e comunicação. Os profissionais ficaram no local por 12 horas, das 5h às 17h.
A manifestação, que ocorreu de forma pacífica, tinha o intuito de chamar a atenção da empresa para que houvesse algum parecer a respeito do pagamento. Os motoristas alegaram também que foram orientados pela Murici a utilizar os veículos alugados pela empresa, na Localiza, para obter renda enquanto a situação não fosse regularizada.
No entanto, um representante da locadora compareceu na manifestação e, segundo os manifestantes, a empresa pode prestar queixa e os profissionais podem ser presos se forem parados utilizando os veículos. A Localiza foi procurada pela reportagem do Cruzeiro do Sul, mas afirmou que "não comenta informações relacionadas a seus clientes, em conformidade com a Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD)".
Durante a manifestação, um coordenador de outra operação da Murici compareceu ao local, informando que a falta de pagamento foi devido aos débitos da empresa Mercado Livre, que estariam em reunião durante todo o dia e que às 17h haveria um comunicado oficial.
Esclarecimentos
Após o horário combinado, a Murici enviou uma nota aos motoristas afirmando que vem enfrentando um cenário difícil. "A Murici Transportes vem enfrentando desafios relevantes, decorrentes de um cenário complexo que envolve fatores operacionais, financeiros e comerciais."
A nota informa ainda que há débitos, mas não esclarece quem são os responsáveis, "informamos que estamos em tratativas amigáveis junto a este cliente, visando, de forma conjunta, buscar uma solução definitiva para o encerramento dos processos e valores pendentes entre as partes, de forma que independente do eventual encerramento de relacionamento comercial, nossos colaboradores e prestadores de serviços não sejam prejudicados pelo evento".
Em outro ponto, a empresa reconhece a gravidade da situação e afirma "não nos eximimos de nossas responsabilidades perante colaboradores, parceiros, prestadores de serviços e demais envolvidos".
A Murici também alegou que a paralisação das operações com um dos clientes mais relevantes, Mercado Livre, gerou restrições e agravou a situação reduzindo a capacidade de reação da empresa.
Por fim, a empresa afirma que ambas as partes estão atuando para chegar a uma negociação e a Murici Transportes e Logística estipula um prazo até o dia 1º de julho para o fim das pendências.