40% dos vereadores de Sorocaba devem disputar vagas de deputado
Três parlamentares são pré-candidatos à Câmara dos Deputados e sete à Assembleia Legislativa; número ainda pode mudar até as convenções partidárias
A aproximação das eleições gerais, previstas para outubro, gera expectativa até mesmo em esferas que não farão parte diretamente do pleito, como a política municipal. Em Sorocaba, até o momento, 10 vereadores deverão disputar cargos de deputado: três federais e sete estaduais. O grupo representa 40% dos parlamentares da Câmara Municipal. O número, porém, ainda pode sofrer alterações até a realização das convenções partidárias.
De acordo com informações do Legislativo de Sorocaba, os vereadores Jussara Fernandes (Republicanos), Tatiane Costa (PL) e Raul Marcelo (PSOL) são pré-candidatos ao cargo de deputada ou deputado federal.
Já Fernanda Garcia (PSOL), Cláudio Sorocaba (PSD), João Donizeti (União Brasil), Vinicius Aith (Republicanos), Cícero João (PSB), Rogério Marques (MDB) e Ítalo Moreira (Missão) são pré-candidatos a deputado estadual.
Além deles, dois assessores que atualmente trabalham na Câmara também deverão disputar as eleições. Suelei Gonçalves é pré-candidata a deputada estadual, enquanto o professor Geraldo de Almeida é pré-candidato a deputado federal. Atualmente, eles atuam nos gabinetes dos vereadores Roberto Freitas (PL) e Ítalo Moreira, respectivamente.
Além da possibilidade de eleição, candidaturas proporcionais costumam ampliar a visibilidade política dos candidatos e fortalecer seus nomes para futuras disputas eleitorais.
Convenções partidárias
As convenções partidárias são reuniões realizadas pelos partidos políticos para definir oficialmente seus candidatos aos cargos eletivos e deliberar sobre coligações ou federações partidárias, quando permitidas pela legislação. Dessa forma, funcionam como uma etapa obrigatória do processo eleitoral, garantindo que a escolha dos candidatos siga as regras internas de cada legenda e a legislação brasileira.
Neste ano, as convenções deverão ocorrer entre os dias 20 de julho e 5 de agosto.
Regra para a eleição
Para o cargo de vereador não há previsão de desincompatibilização para disputar as eleições. Isso significa que o parlamentar pode continuar exercendo normalmente o mandato durante o período de campanha. Caso seja eleito para outro cargo, deverá renunciar ao mandato próximo à posse.
Se eleitos, o que acontece?
Caso os pré-candidatos sejam eleitos, as vagas permanecem com os partidos pelos quais os vereadores foram eleitos. Os suplentes são chamados de acordo com a ordem de votação e os critérios estabelecidos pela legislação eleitoral.
No PSOL, caso Raul Marcelo e Fernanda Garcia sejam eleitos, as vagas seriam ocupadas por Maikson Paiffer e Edemir da Saúde. Se apenas um deles for eleito, Paiffer assumiria a vaga.
Situação semelhante ocorre no Republicanos, que tem Jussara Fernandes e Vinicius Aith como pré-candidatos. Se ambos forem eleitos, as vagas seriam preenchidas por Rafael Militão e Thelma Cattani.
No PL, Tatiane Costa é a única pré-candidata entre os vereadores da legenda. Nesse caso, o primeiro suplente é Rodrigo do Treviso. No PSD, caso Cláudio Sorocaba seja eleito, a vaga ficaria com Allinson Nunes.
Pelo União Brasil, foram eleitos Ítalo Moreira e João Donizeti. Mesmo após a filiação de Ítalo ao Missão, caso ele seja eleito deputado, a vaga permanece com o União Brasil. Os suplentes são Luiz Yabiku e Cleitão Show de Bola.
Cícero João, atualmente no PSB, assumiu uma cadeira na Câmara após Péricles Régis deixar o Legislativo para ocupar uma secretaria municipal. Caso Cícero seja eleito deputado, a vaga passaria ao suplente seguinte, Delegado André Moron.
Outro vereador que se elegeu pelo Agir e posteriormente mudou de partido foi Rogério Marques. Caso ele e Cícero João sejam eleitos, além de André Moron, o suplente Boca do Éden também poderia assumir uma cadeira no Legislativo.
Números da eleição de 2022
Em 2022, os três deputados estaduais mais votados em Sorocaba foram Vitão do Cachorrão, com mais de 48 mil votos; Danilo Balas, com mais de 25 mil; e Maria Lucia Amary, então filiada ao PSDB, com mais de 24 mil votos.
Entre os deputados federais, os mais votados foram Vitor Lippi, então no PSDB, com cerca de 43 mil votos; Capitão Derrite (na época, no PL), com 29.135 votos; e Iara Bernardi, com mais de 26 mil votos. Na disputa para o Senado, Marcos Pontes (PL) recebeu quase 60% dos votos válidos registrados na cidade.
Já na eleição para o governo do Estado, Tarcísio de Freitas (Republicanos) obteve mais de 51% dos votos em Sorocaba. Na disputa presidencial, Jair Bolsonaro (PL) recebeu cerca de 53,86% dos votos válidos no município.
Sorocabanos no Congresso Nacional
Atualmente, Sorocaba conta com representantes que construíram trajetória política no município e ocupam cadeiras na Câmara dos Deputados.
Um deles é Jefferson Campos (PL), que foi vereador de Sorocaba entre 1997 e 2002 e posteriormente foi eleito deputado federal.
Outra figura conhecida do eleitor sorocabano é o ex-prefeito Vitor Lippi (PSD), que exerce mandato na Câmara dos Deputados desde 2015.
Guilherme Derrite (PP) também ocupa uma cadeira na Câmara dos Deputados desde 2019 e deverá disputar uma vaga no Senado nas próximas eleições.
A cidade possui pouca tradição de representantes no Senado. Um dos nomes ligados à história de Sorocaba é Ubaldino do Amaral, que viveu por muitos anos no município, embora tenha exercido mandato de senador pelo Rio de Janeiro.
Na Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo (Alesp), Sorocaba é representada atualmente por Vitão do Cachorrão (Podemos), Maria Lucia Amary (PSD) e Danilo Balas (PL).
Atualmente vereadores em Sorocaba, Raul Marcelo e Iara Bernardi também já exerceram mandatos como deputados.