Novo comandante do CPI-7 defende inteligência e tecnologia
Coronel Ricardo Salomão assume unidade responsável pelo policiamento de 78 municípios da região
O coronel Ricardo Lopes de Souza Salomão assumiu oficialmente na manhã de ontem (12) o Comando de Policiamento do Interior (CPI-7), unidade da Polícia Militar responsável pelo policiamento ostensivo de 78 municípios da região de Sorocaba, incluindo os 27 da Região Metropolitana de Sorocaba (RMS).
A cerimônia de passagem de comando ocorreu na sede do CPI-7 e reuniu autoridades civis e militares. O ato foi presidido pelo subcomandante da Polícia Militar do Estado de São Paulo, coronel Mário Kitsuwa, e marcou a transmissão da responsabilidade sobre uma das maiores áreas de policiamento do interior paulista.
Em seu discurso, Salomão agradeceu a presença de familiares, amigos e colegas de farda e destacou a responsabilidade de assumir o comando da unidade. O oficial também ressaltou a importância do apoio familiar ao longo da carreira militar. “A família é o esteio de tudo”, afirma.
Ao falar sobre os desafios da nova função, o comandante destacou que a principal missão será preservar os índices de segurança já alcançados na região e buscar avanços adicionais no combate à criminalidade. “O nosso grande objetivo é a manutenção de tudo isso, buscando reduzir ainda mais aquilo que já está pequeno”, declara.
Segundo ele, o trabalho será pautado pela análise permanente dos indicadores criminais, fortalecimento das ações de inteligência e acompanhamento constante dos cenários que possam demandar atenção especial das forças de segurança.
Inteligência e tecnologia
Entre as prioridades da nova gestão está o fortalecimento do setor de inteligência policial. Salomão afirmou que a produção e análise de informações estratégicas são fundamentais para direcionar as operações e antecipar ações criminosas.
O comandante explicou que a Polícia Militar acompanha permanentemente a evolução das tecnologias disponíveis e busca incorporar ferramentas que possam aumentar a eficiência das ações de segurança pública.
Entre os recursos já utilizados pela corporação estão drones, sistemas de monitoramento e operações integradas com outros órgãos de investigação e persecução criminal. “Temos diversas tecnologias dentro do setor de inteligência e estamos sempre atentos ao que o mercado oferece para fortalecer o combate à criminalidade”, afirma.
Salomão ressaltou ainda que parte das ferramentas empregadas pela corporação não pode ser divulgada por questões operacionais e estratégicas.
Treinamento permanente
Outro ponto enfatizado pelo novo comandante foi a valorização dos policiais militares e a manutenção dos programas de capacitação profissional.
Segundo ele, o treinamento constante é uma das principais ferramentas para reduzir falhas operacionais, aperfeiçoar procedimentos e preparar os policiais para situações de alta complexidade.
O comandante afirmou que todas as unidades da Polícia Militar realizam treinamentos periódicos e planos de contingência voltados para diferentes modalidades criminosas, trabalho que deverá ser mantido e fortalecido no CPI-7.
Além da qualificação profissional, Salomão destacou a importância de reconhecer o trabalho desenvolvido pelos policiais que atuam diariamente nas ruas. “Sem deixar também o olhar da valorização da nossa instituição militar, que é o herói anônimo que faz esses índices baixarem”, diz.
Combate ao crime
Durante a solenidade, o subcomandante da Polícia Militar do Estado de São Paulo, coronel Mário Kitsuwa, destacou que o combate ao crime organizado permanece entre as principais prioridades da corporação.
Segundo ele, o enfrentamento ocorre diariamente e envolve ações integradas com diferentes instituições. “Na verdade, todos os dias fazemos operações contra o crime organizado. De fato, é um problema dentro da nossa sociedade, mas o enfrentamento tem sido feito de forma consistente”, afirma.
Kitsuwa destacou que o trabalho conjunto tem resultado em apreensões de drogas, armamentos e no fortalecimento das ações de inteligência.
Para o oficial, o crescimento e a sofisticação das organizações criminosas exigem atuação articulada entre diversos órgãos públicos. “O conceito de crime organizado é uma estruturação do crime, uma rede articulada, complexa, que exige um trabalho conjunto de inúmeras forças”, declara.
O subcomandante também ressaltou a evolução dos indicadores de segurança pública no Estado. “Hoje alcançamos 6,6 casos de homicídios para cada 100 mil habitantes, que é um número bastante robusto”, diz.
Segundo Kitsuwa, os resultados são fruto de décadas de combate ao crime comum e ao crime organizado. Ele também lembrou que a Polícia Militar está com concurso público aberto para o preenchimento de 2 mil vagas em todo o Estado.
Transição de comando
A solenidade marcou a substituição do coronel Fábio Sérgio do Amaral, que deixa o comando do CPI-7 em razão da passagem para a inatividade.
Em entrevista após a cerimônia, o oficial afirmou encerrar o ciclo satisfeito com o trabalho realizado durante sua passagem pelo comando regional. “Foi uma passagem rápida, mas muito feliz. Por razões da carreira eu acabei tendo que sair precocemente, mas saio feliz, com o sentimento de dever cumprido”, afirma.
Fábio Sérgio também elogiou o sucessor e manifestou confiança na continuidade do trabalho desenvolvido pela corporação na região. “Fico feliz que o coronel Salomão esteja assumindo, porque ele é uma pessoa extremamente capacitada. A gente torce para que a comunidade continue sendo bem atendida pela Polícia Militar, que é o que mais interessa”, declara.
O coronel destacou ainda que a cerimônia teve significado especial em sua trajetória profissional por marcar a transição para a inatividade após anos de serviço na corporação.
Representantes
Entre as autoridades presentes estavam representantes da Fundação Ubaldino do Amaral (FUA), mantenedora do Cruzeiro do Sul e do Colégio Politécnico. Representando a instituição participaram o conselheiro coronel PM da reserva, João Paulo Corrêa, e o delegado da Polícia Civil. Joé Humberto Urban Filho.
João Paulo destacou o simbolismo da passagem de comando e a importância da cerimônia para a corporação. “É uma cerimônia bastante tradicional, em que se renovam tradições, valores e, principalmente, se faz com que a tropa entenda o comandante que está chegando e o comandante que está chegando interaja com a tropa que está aqui trabalhando”, afirma.
O conselheiro da FUA também demonstrou confiança no novo comandante. “Temos boas expectativas para os próximos dias e para os próximos meses do comando do coronel Ricardo Salomão”, conclui.