Cesta básica chega a R$ 1.259,74 e acumula alta de 6,79% em um ano

Batata é o produto com maior reajuste de preço e chegou a R$ 10,89 o quilo

Por Thaís Verderamis

Cebola está entre os produtos que contribuíram para o aumento da cesta básica

O preço da cesta básica em Sorocaba chegou a R$ 1.259,74 em maio de 2026, alta de R$ 29,18 em relação a abril, quando o valor era de R$ 1.230,56. Na comparação com maio de 2025, quando a cesta custava R$ 1.179,69, o aumento foi de 6,79%.

Os dados são de pesquisa realizada pelo Laboratório de Ciências Sociais Aplicadas da Universidade de Sorocaba (Uniso).

Entre os produtos que registraram as maiores altas estão a batata, que chegou a R$ 10,89 o quilo, a cebola, a R$ 7,35 o quilo, e o feijão, vendido a R$ 9,69 o quilo. Já o pacote de 200 gramas de biscoito de água e sal manteve o mesmo preço registrado em abril e maio, R$ 3,79.

Entre os itens que apresentaram queda estão o arroz, vendido a R$ 25,71 o pacote de cinco quilos, a margarina de 500 gramas, a R$ 9,07, e o macarrão, comercializado a R$ 4,06 o pacote de 500 gramas.

Segundo o economista e professor Marcos Antônio Canhada, coordenador da pesquisa, diversos fatores influenciam os preços dos alimentos, entre eles as condições climáticas, a sazonalidade das safras, os custos de transporte, o preço dos combustíveis, a disponibilidade de produtos agrícolas e as taxas de câmbio. “Quando vários desses fatores se manifestam simultaneamente de forma desfavorável, os impactos tendem a ser mais intensos, provocando elevações mais significativas nos preços dos alimentos”, explica.

Consumidores

Nos corredores de um supermercado, consumidores relatam que perceberam aumento nos preços dos alimentos. Compras mensais, semanais ou realizadas em dias de promoção são algumas das estratégias adotadas para economizar.

O gerente de vendas Aparecido Pereira afirma que costuma ir ao mercado em períodos promocionais. “Eu venho quando tem promoção para pegar preços bons, fugir dos aumentos e economizar”, conta.

O aposentado Aparecido Ferreira faz compras semanalmente e diz notar frequentes alterações nos valores. “Está tudo com uma diferença grande de preço. Um dia é um preço, no outro já tem aumento. Poucas coisas permanecem com um preço razoável”, relata.

Outra consumidora, que preferiu não se identificar, chamou a atenção para o preço do tomate italiano, vendido a R$ 13,98 o quilo. “Eu venho todos os dias. Cada hora que falta alguma coisa eu venho buscar. Tudo aumentou muito. Tem coisas que baixam de preço, outras aumentam. Olha o preço do tomate”, afirma.