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Cruzeirinho ajuda crianças a desenvolver leitura em escola

Projeto com suplemento infantil reúne estudantes de pedagogia e professores

09 de Junho de 2026 às 20:01
Cruzeiro do Sul [email protected]
Alunos da escola Basílio da Costa leem conteúdo nas aulas
Alunos da escola Basílio da Costa leem conteúdo nas aulas (Crédito: REINALDO SANTOS (9/6/2026))

Há mais de 50 anos, o Cruzeirinho faz parte da rotina de crianças de Sorocaba e região. Isso ocorre porque a Fundação Ubaldino do Amaral (FUA) — mantenedora do Colégio Politécnico e do jornal Cruzeiro do Sul — promove o projeto “Cruzeirinho na Escola”.

O suplemento infantil é a principal ferramenta de um projeto desenvolvido nas escolas municipais Basílio da Costa Daemon e Getúlio Vargas, buscando fortalecer a leitura, a interpretação de textos e a formação de leitores críticos.

O projeto integra o Programa Institucional de Bolsa de Iniciação à Docência (Pibid), que aproxima futuros professores da realidade das escolas públicas. Além das atividades em sala de aula, as participantes realizam encontros mensais de formação para estudar estratégias de leitura e discutir formas de aplicar os conhecimentos teóricos na prática.

A iniciativa, intitulada “Entre a teoria e a prática: leitura viva na formação docente com o Cruzeirinho”, é realizada em parceria com o curso de pedagogia da Universidade Paulista (Unip). Na Escola Basílio da Costa Daemon, 16 estudantes participam das atividades, acompanhando turmas ao longo da semana e desenvolvendo propostas pedagógicas baseadas nos conteúdos do suplemento.

Em uma das atividades, os alunos tiveram a experiência de ler conteúdo publicado no Cruzeirinho. Eles realizaram a prática em sala de aula e, depois, registraram cada etapa por meio de desenhos e um resumo. Os trabalhos produzidos ficam expostos nos corredores da escola.

Segundo a coordenadora pedagógica do projeto, Lúcia Veiga, esta é a segunda edição da iniciativa. “O projeto começou no início do ano passado. A cada semestre, as escolas identificam necessidades relacionadas à leitura e à alfabetização e, a partir disso, são desenvolvidas propostas de trabalho com os alunos”.

Neste ano, o foco está nas estratégias de leitura. A proposta surgiu após a identificação de dificuldades de compreensão leitora entre os estudantes. O objetivo é ensinar as crianças a utilizar recursos que auxiliem na interpretação dos textos, como levantamento de conhecimentos prévios, inferências, sínteses e identificação de informações importantes.

Para isso, o Cruzeirinho foi escolhido como principal material de apoio. “O jornal é um recurso muito rico porque reúne diversos gêneros textuais. Temos reportagens, notícias, curiosidades e passatempos. É um material que trabalha com textos reais e ajuda na formação de leitores mais competentes”, afirma Lúcia.

De acordo com a coordenadora, os resultados já podem ser observados em sala de aula. “Alguns alunos comentam que aprenderam a usar determinada estratégia de leitura. Eles passam a compreender conscientemente os recursos que utilizam para entender um texto.”

A professora Gracilene Ferreira da Silva, que acompanha as atividades na escola, destaca a receptividade dos estudantes e a contribuição do projeto para a aprendizagem. “As crianças acolheram muito bem as estudantes. Elas participam das leituras compartilhadas, auxiliam nas dificuldades dos alunos e desenvolvem atividades que despertam bastante interesse.”

Segundo a docente, a combinação entre leitura e atividades práticas torna o aprendizado mais significativo. “Quando os alunos leem uma proposta no Cruzeirinho e depois participam da experiência, eles percebem que aquilo é real. Essa parceria só acrescenta à aprendizagem”, afirma.

Além de contribuir para o desenvolvimento dos estudantes, o projeto também fortalece a formação das futuras professoras. Na Escola Basílio da Costa Daemon, as 16 bolsistas atuam sob a supervisão das professoras Rosemeire Maria de Freitas e Gislaine Aparecida Silva, responsáveis por aproximar a formação acadêmica da prática pedagógica.

As estudantes acompanham as turmas, realizam intervenções em sala de aula e desenvolvem atividades de leitura com os alunos. Para elas, a experiência permite compreender melhor os desafios da alfabetização e da formação de leitores.

Segundo as bolsistas, o material desperta o interesse dos alunos por apresentar temas próximos do cotidiano e diferentes formas de linguagem. De acordo com elas, as crianças gostam porque é algo visual e acessível, e são aproveitadas diferentes partes do jornal para trabalhar as estratégias de leitura.

As estudantes destacam ainda que o projeto permite um novo olhar sobre o suplemento infantil, pois o Cruzeirinho sempre esteve presente na vida de muitas pessoas.

Para o grupo, trabalhar com o jornal também possui valor afetivo. Elas lembram que tiveram contato com o Cruzeirinho na infância e traballhar com o conteúdo do suplemento mantém viva uma experiência que marcou gerações. (Maria Clara Campos - programa de estágio)

 

 

 

 

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