Vereador defende equilíbrio entre mobilidade urbana e preservação ambiental
João Donizeti cobra monitoramento de poluição na zona industrial e defende compensações ambientais
O vereador de Sorocaba João Donizeti Silvestre (União) defendeu a necessidade de ampliar o diálogo entre poder público e população sobre impactos ambientais causados por obras e expansão urbana em Sorocaba. Durante entrevista à rádio Cruzeiro FM 92,3, o parlamentar também falou sobre mobilidade urbana, preservação ambiental e monitoramento de poluição atmosférica na região do Éden.
Segundo o vereador, moradores da zona industrial têm relatado episódios frequentes de mau cheiro com características de produto químico, principalmente durante a noite e madrugada. De acordo com ele, o problema teria se intensificado entre o fim de março e o início de abril. “É um cheiro forte, parecido com queima de plástico ou produto químico. Isso precisa ser monitorado porque pode representar risco ambiental e para a saúde da população”, afirma.
João Donizeti informou que acionou a Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (Cetesb) e também a Secretaria Municipal do Meio Ambiente para cobrar fiscalização e identificação da origem do problema. Segundo ele, o município também precisa acompanhar e cobrar providências dos órgãos estaduais responsáveis pelo monitoramento ambiental.
Marginal
Durante a entrevista, o vereador comentou a polêmica envolvendo as obras da marginal direita do Rio Sorocaba. Apesar de reconhecer a importância da via para a mobilidade urbana, ele afirmou que sempre teve preocupação com os impactos ambientais do projeto. “Entre as vantagens da mobilidade e a preservação ambiental, eu sempre preferi manter esse patrimônio natural que nós temos no centro da cidade”, diz.
Segundo o parlamentar, o projeto faz parte de um planejamento antigo de mobilidade urbana, discutido há anos pela cidade, mas precisa ter compensações ambientais efetivas caso seja implantado.
João Donizeti defendeu que a criação de um parque linear ao longo do Rio Sorocaba saia efetivamente do papel para evitar novos avanços urbanos sobre áreas verdes e margens do rio. “O parque linear precisa acontecer de maneira concreta. É uma forma de preservar as margens do rio e garantir qualidade ambiental para a cidade”, afirma.
Plano Diretor
Ao comentar o avanço da urbanização e os impactos sobre a fauna, o vereador afirmou que o plano diretor precisa ser constantemente revisado para equilibrar crescimento urbano e preservação ambiental.
Segundo ele, o crescimento acelerado da cidade já provoca mudanças ambientais perceptíveis, principalmente em regiões com pouca cobertura vegetal e grande concentração de asfalto e construções. “Nós teremos problemas sérios relacionados ao microclima da cidade se não houver planejamento ambiental adequado”, alerta.
O vereador também comentou os impactos ambientais relacionados às obras da marginal do Itanguá e afirmou que situações envolvendo deslocamento de animais silvestres reforçam a necessidade de mais diálogo entre poder público e sociedade.
Segundo ele, faltou maior aproximação com moradores e transparência sobre ações de manejo ambiental, remanejamento de árvores e possíveis impactos sobre a fauna local. “O que faltou foi diálogo com a sociedade. A população precisa entender quais medidas ambientais estão sendo tomadas e quais serão as compensações desses impactos”, diz.
João Donizeti também defendeu a criação de políticas ambientais regionais voltadas à preservação de recursos hídricos, áreas verdes e biodiversidade. Para ele, Sorocaba precisa ampliar a discussão sobre desenvolvimento sustentável diante do crescimento urbano acelerado registrado nos últimos anos.