Baixas temperaturas exigem cuidados redobrados com os pets
A queda das temperaturas exige atenção redobrada dos tutores de cães e gatos. Assim como os humanos, os pets também sentem os efeitos do frio e podem apresentar mudanças no comportamento, desconfortos e até problemas de saúde típicos desta época do ano. Além de exigir adaptações na rotina, o período favorece o aumento de doenças respiratórias e pede cuidados extras com alimentação, vacinação e proteção térmica dos animais.
Segundo o médico-veterinário José Antonio Ribeiro Júnior, alguns sinais ajudam a identificar quando o animal está sofrendo com as baixas temperaturas. “Os cães geralmente apresentam tremores, podem ficar mais quietos, se enrolam para dormir e procuram ficar mais próximos dos tutores”, explica. Coriza nasal, patas e orelhas frias, rigidez muscular e sonolência acima do normal também estão entre os sinais de alerta.
Nos casos mais graves, o pet pode apresentar fraqueza intensa, mucosas pálidas, respiração lenta e temperatura corporal baixa. Nestas situações, a recomendação é procurar atendimento veterinário imediatamente.
Os animais mais vulneráveis ao frio são os de pequeno porte, filhotes e idosos, já que perdem calor corporal com mais facilidade e têm maior dificuldade para regular a temperatura do corpo. “Os idosos já possuem o sistema imunológico mais debilitado, enquanto os filhotes ainda estão desenvolvendo a imunidade. Por isso, precisam de cuidados mais intensos durante o outono e o inverno”, destaca o veterinário.
Entre as principais recomendações estão manter o ambiente aquecido, oferecer cobertas e caminhas protegidas do vento, evitar contato com pisos gelados e utilizar roupas apropriadas, especialmente em cães de pelo curto ou de pequeno porte.
Outra orientação importante é evitar banhos em dias muito frios ou mudanças bruscas de temperatura. “O choque térmico pode favorecer problemas respiratórios. Depois do banho, o animal precisa ser muito bem seco e mantido aquecido”, alerta.
Durante o inverno, ambientes fechados, pouca ventilação, maior umidade e a aglomeração de animais em hotéis, creches e pet shops contribuem para a transmissão de vírus e bactérias, aumentando os casos de doenças respiratórias entre os pets.
De acordo com José Antonio, uma das principais preocupações é a chamada gripe canina, uma doença respiratória contagiosa associada à bactéria Bordetella bronchiseptica. A enfermidade pode provocar tosse persistente, secreção nasal e mal-estar. “A queda da resistência do organismo facilita a proliferação dessa bactéria. Por isso, manter a vacinação em dia é essencial”, destaca e recomenda atenção às vacinas múltiplas e aos reforços periódicos.
O veterinário reforça que alterações persistentes no comportamento ou na saúde dos animais merecem atenção. Tremores, apatia, tosse, coriza nasal e dificuldade respiratória são alguns dos sinais que indicam a necessidade de avaliação veterinária. “A prevenção e o acompanhamento adequado são fundamentais para garantir a saúde e o bem-estar dos pets”, conclui. (Camila Santos)
MEU BICHINHO - Esta é a Sara, a gatinha da qual a professora Fabiana Ferreira, 49 anos, é tutora. Segundo ela, a Sara é cheia de manias. Por exemplo, a gatinha acorda a Fabiana na madrugada — isso mesmo, na madrugada — porque quer comer ração pastosa. “Ela pula em mim, fica raspando a porta do quarto, fazendo de tudo para que eu acorde e vá lá servir a sua ração. Isso todo santo dia, lá pelas três, quatro horas da madrugada”, conta.
A coluna Meu Pet é publicada todas as quartas-feiras no Cruzeiro do Sul, com informações e orientações sobre o universo dos animais de estimação