STF vai julgar habeas corpus de Manga em maio
A análise ocorrerá em sessão virtual entre os dias 1º de maio, a partir das 11h, e 11 de maio, às 23h59, conforme registro oficial divulgado pela Corte
O Supremo Tribunal Federal (STF) incluiu na pauta da 2ª Turma o julgamento do habeas corpus que garantiu o retorno do prefeito de Sorocaba, Rodrigo Manga (Republicanos), ao cargo. A análise ocorrerá em sessão virtual entre os dias 1º de maio, a partir das 11h, e 11 de maio, às 23h59, conforme registro oficial divulgado pela Corte.
A decisão que permitiu a recondução do prefeito foi tomada de forma individual pelo ministro Kássio Nunes Marques, no fim de março, ao suspender o afastamento determinado anteriormente no contexto da Operação Copia e Cola. Na ocasião, o magistrado considerou a medida desproporcional, destacando a ausência de elementos concretos que justificassem o risco à ordem pública ou prejuízo às investigações. Com isso, Rodrigo Manga retornou ao cargo em 1º de abril, após permanecer afastado por 145 dias.
Agora, caberá aos demais ministros da 2ª Turma avaliar o entendimento do relator. O julgamento virtual permitirá a confirmação ou eventual revisão da decisão monocrática, o que pode impactar diretamente a permanência do prefeito no cargo.
Na época do retorno ao Executivo, Manga citou a decisão ao comentar o período afastado. “Foi uma manifestação importante, que trouxe a legalidade e não colocou nenhuma restrição para que eu possa trabalhar em paz”, declarou. Sobre a investigação relacionada à Operação Copia e Cola, Manga afirmou que o caso deveria ser encerrado. “Foram cinco meses de afastamento, viraram tudo e não acharam nada. Acredito que deve ser arquivada nos próximos dias”, disse.
A análise colegiada ocorre em meio às investigações ainda em andamento pela Polícia Federal sobre suspeitas de irregularidades em contratos na área da saúde do município, envolvendo unidades como UPAs e UBSs, investigadas na Operação Copia e Cola. As ações policiais ocorreram em abril e novembro de 2025. Outras pessoas investigadas (e outras até presas temporariamente) incluem um amigo empresário de Manga e um casal de pastores, que são cunhados do prefeito, além de outros envolvidos.