Babá suspeita de agredir bebê tem prisão temporária decretada e é considerada foragida em Sorocaba

Equipes policiais foram até o endereço da investigada, mas o imóvel estava desocupado

Por Murilo Aguiar

As investigações continuam, com foco na localização da suspeita e na conclusão do inquérito policial

A justiça decretou a prisão temporária da mulher suspeita de agredir um bebê de um ano e dois meses em Sorocaba. A decisão judicial foi tomada após representação da autoridade policial que conduz o caso, registrado inicialmente como maus-tratos com agravante por lesão corporal grave.

De acordo com nota divulgada nesta quarta-feira (22), equipes policiais foram até o endereço da investigada, mas o imóvel estava desocupado. Vizinhos informaram que ela não é vista no bairro há alguns dias. No momento, a mulher é considerada procurada pela Justiça.

O caso veio à tona após a criança ser internada em estado grave. O menino deu entrada na Unidade Pré-Hospitalar (UPH) da zona norte no dia 11 de abril e, posteriormente, foi transferido para o Conjunto Hospitalar de Sorocaba (CHS). Exames apontaram traumatismo craniano, hemorragia subaracnoide e crises convulsivas, sendo necessária a internação em unidade de terapia intensiva (UTI).

Segundo o boletim de ocorrência, a mãe relatou ter deixado o filho sob os cuidados da babá no dia 6 de abril. Na ocasião, a cuidadora teria informado, por meio de mensagem, que a criança estava com febre. Dias depois, o bebê apresentou piora no quadro de saúde e precisou ser levado ao hospital.

Durante as investigações, a suspeita apresentou versões contraditórias sobre o ocorrido. Em um dos relatos, afirmou que a criança teria sofrido uma queda ao tropeçar no próprio chinelo, mas não soube precisar quando o fato teria acontecido.

Diante dos indícios e da gravidade das lesões, a Polícia Civil solicitou exame pericial ao Instituto Médico Legal (IML), que deve auxiliar no esclarecimento das circunstâncias das agressões.

O Conselho Tutelar de Sorocaba informou que foi acionado pela unidade hospitalar, realizou o atendimento inicial e segue acompanhando o caso, adotando as medidas necessárias para garantir a proteção da criança.

As investigações continuam, com foco na localização da suspeita e na conclusão do inquérito policial.