Maria Lúcia Amary afirma que retorno de Manga devolve estabilidade a Sorocaba
Em entrevista exclusiva à rádio Cruzeiro FM 92,3 e ao jornal Cruzeiro do Sul na manhã de ontem (1º), a deputada estadual Maria Lúcia Amary (PSD) comentou a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) de suspender o afastamento do prefeito de Sorocaba, Rodrigo Manga (Republicanos), decisão anunciada pelo Supremo Tribunal Federal na última terça-feira (31).
Segundo a parlamentar, o retorno do chefe do Executivo é positivo para o município. “Recebemos com surpresa o retorno do prefeito Manga, mas é uma decisão que permite reorganizar a cidade. A instabilidade do período em que o prefeito Fernando esteve no cargo — limitado pela incerteza jurídica sobre o retorno ou não do titular — estava dificultando a gestão”, explica.
Maria Lúcia afirmou que pretende se reunir com Manga assim que ele retomar o cargo e reorganizar sua equipe. “Vou solicitar uma reunião para entender como será o governo nestes próximos dois anos e meio, quais serão as prioridades e onde poderei destinar as emendas parlamentares para contribuir com a cidade”, detalha a deputada.
Na visão da parlamentar, o retorno do titular devolve a estabilidade política a Sorocaba, o que gera maior segurança para o setor produtivo. Segundo ela, um governo firme é essencial para que as empresas sintam confiança para investir e gerar novos empregos.
Do PSDB ao PSD
No dia 6 de março, a deputada estadual anunciou sua saída do PSDB, legenda que integrou por mais de 30 anos, para se filiar ao PSD. De acordo com ela, a mudança foi necessária, uma vez que a antiga sigla perdeu representatividade. “O PSDB, onde fiquei por três décadas, mudou muito seus posicionamentos. Hoje, as lideranças não representam mais a história da agremiação. Retiraram, de forma nada democrática, a nossa autonomia de decisão. Como membro da executiva, ficamos dependentes da ala nacional e o grupo foi perdendo força. Devido a gestões desencontradas, já não encontrava mais inspiração para permanecer, dadas as motivações que me fizeram entrar no projeto originalmente”, justifica.
Conforme declaração da deputada, a escolha pelo PSD foi feita com cuidado, para um partido de centro , evitando extremismos. “Era o que mais se aproximava dos princípios ideológicos que combinam com o meu perfil. Então, eu entendi que era o momento de mudar e mudar para um partido de centro, porque eu não queria nenhum partido de extremo”, declara.