Empresa de energia desliga ‘gato’ em casa invadida de ex-vereador

Por Cruzeiro do Sul

Imóvel foi tomado por integrantes do movimento "Ocupação Ondina Seabra"

O imóvel invadido por um movimento de mulheres em Sorocaba estava funcionando com uma ligação clandestina de energia elétrica nos últimos dias. A informação é da concessionária CPFL Piratininga, que fez uma inspeção na casa localizada no número 905 da avenida Nogueira Padilha, na Vila Hortência, e desfez a ligação.

A casa pertence aos familiares do ex-presidente da Câmara de Vereadores de Sorocaba, Claudio Gâmbaro, já falecido, e o fornecimento de energia elétrica à casa estava suspenso desde 2018.

“Em inspeção realizada no dia 18 de março, equipes identificaram ligações clandestinas no local. Por segurança, e para manter a integridade da rede de distribuição, os técnicos atuaram na retirada do ramal de energia”, informou a empresa em nota.

Integrantres do movimento denominado “Ocupação Ondina Seabra” invadiram o imóvel com o argumento de oferecer atendimento para mulheres em situação de vulnerabilidade social.

Familiares de Gâmbaro foram contatados para comentar quais medidas judiciais estão sendo tomadas, como registro de boletim de ocorrência ou pedido de reintegração de posse, mas não retornaram as ligações e mensagens.

A Secretaria de Segurança Pública (SSP) também foi contatada para saber se houve alguma medida policial tomada, mas também não respondeu O espaço segue aberto para ambos.

Pedido de cassação

A Câmara de Sorocaba analisa os pedidos de cassação das vereadoras Fernanda Garcia (PSOL) e Iara Bernardi (PT). Elas são acusadas de dar apoio para a invasão da casa. Quem fez os requerimentos foram os vereadores Vinicius Aith (Republicanos) e Tatiane Costa (PL), além de um munícipe. Segundo a assessoria da Casa Legislativa, não há prazo para análise.

Se aprovados os pedidos, uma comissão se reunirá para dar andamento. A representação é por quebra de decoro parlamentar, que pode resultar, ao final, em sanções que vão desde advertência até cassação do mandato, dependendo da conclusão da investigação. (Da Redação)