Vivência universitária aproxima estudantes do ensino médio do ambiente acadêmico

Projeto do Colégio Politécnico amplia contato com cursos superiores para apoiar a escolha profissional

Por Gabrielle Camargo Pustiglione

Visita acadêmica integra calendário de atividades voltadas à escolha profissional

Em 2026, os alunos das terceiras séries das unidades Centro e Alto da Boa Vista do Colégio Politécnico terão um último ano do ensino médio diferente. A escola implantou um projeto de vivências pedagógicas em universidades para aproximar os estudantes do ambiente acadêmico e auxiliar na escolha profissional.

“A iniciativa parte de uma premissa pedagógica clara: a decisão sobre o futuro profissional exige mais do que pesquisas e relatos. É necessário conhecer de perto o ambiente universitário, compreender sua dinâmica e entrar em contato com práticas e estruturas acadêmicas. A proposta busca transformar dúvidas em direcionamento por meio da experiência concreta”, explica a diretora pedagógica Luciane Durigam.

Ao longo do ano letivo de 2026, os estudantes participarão de um calendário organizado de visitas e atividades em instituições de ensino superior. A primeira experiência aconteceu nos dias 3 e 4 de março na Facens, em Sorocaba, instituição reconhecida nas áreas de engenharia, tecnologia e saúde e pela forte conexão com inovação e mercado de trabalho.

Durante a visita, os alunos tiveram acesso a laboratórios de tecnologia, centros de prática na área da saúde e ambientes colaborativos de aprendizagem, além de conhecer projetos acadêmicos em desenvolvimento. A proposta é permitir que os estudantes compreendam como o conhecimento teórico se transforma em prática profissional.

De acordo com Luciane Durigam, a vivência universitária amplia a perspectiva dos estudantes. “Quando o aluno circula por uma universidade e conhece laboratórios e cursos, ele deixa de apenas imaginar o futuro e passa a visualizar possibilidades reais. Essa experiência amplia horizontes e fortalece decisões mais conscientes”, afirma.

Segundo ela, envolver todos os alunos das terceiras séries das duas unidades também reforça o compromisso institucional com a equidade. “Garantir que todos participem significa democratizar o acesso à informação qualificada e à experiência acadêmica”.

O coordenador do ensino médio, Carlos Eduardo Leite, explica que as visitas fazem parte de um planejamento pedagógico integrado ao currículo escolar. “Não se trata de uma atividade isolada. Cada vivência integra um processo formativo maior. Ao conhecer um laboratório de engenharia ou a estrutura de um curso da área da saúde, o estudante percebe a aplicação concreta do que aprende na escola”, destaca.

Ele também observa que experiências desse tipo costumam gerar maior engajamento entre os alunos. “Depois das visitas, eles retornam mais motivados, com mais foco e com perguntas mais profundas sobre o próprio projeto de vida”, afirma.

A coordenadora do ensino médio, Vanessa Antunes, ressalta ainda o impacto emocional da iniciativa. “Quando o estudante vivencia o ambiente universitário, o futuro deixa de parecer distante. Ele passa a se reconhecer naquele espaço, o que aumenta a confiança e reduz a ansiedade em relação às escolhas”, ressalta.

Ao longo de 2026, outras instituições de ensino superior devem integrar o cronograma do projeto, ampliando o contato dos alunos com diferentes áreas do conhecimento, metodologias acadêmicas e possibilidades profissionais. Cada visita será precedida por atividades preparatórias em sala de aula e seguida por momentos de reflexão pedagógica.

Com a iniciativa, a escola busca fortalecer um modelo educacional que vai além do conteúdo curricular e prepara os estudantes para decisões conscientes sobre o futuro. “Para os alunos das terceiras séries de 2026, o último ano do ensino médio promete ser não apenas um período de encerramento de ciclo, mas também o início concreto da construção de seus projetos de vida”, finaliza a diretora.