Unip forma primeira turma de residentes em medicina da família

A pós-graduação teve duração de dois anos e formou os primeiros alunos antes mesmo do curso de medicina do campus, que teve início em 2022

Por Thaís Verderamis

Unip forma primeira turma de residentes

A Universidade Paulista (Unip) de Sorocaba realizou nesta quarta-feira (25) a formatura dos primeiros residentes em Medicina da Família e da Comunidade. A pós-graduação teve duração de dois anos e formou os primeiros alunos antes mesmo do curso de medicina do campus, que teve início em 2022.

Segundo o diretor do campus da Unip Sorocaba, Glaucio Celso Luz, o curso de medicina começou em 2022 e o programa de residência, logo na sequência. “O programa de residência médica começou em 2023, com três habilitações ou especialidades: a cirurgia geral, a Medicina da Família e Comunidade e a pediatria. Esses foram os primórdios do nosso embrião da residência”, explica. O diretor também afirma que em 2024 foi acrescentada a especialidade de Ginecologia e Obstetrícia e em 2026 está sendo aberto o programa de clínica médica, totalizando cinco especializações.

A conquista da especialização, segundo a vice-reitora de Administração e Finanças da Unip, Claudia Meucci Andreatini, são as parcerias através da faculdade. “Isso se deve a parcerias enormes que a gente faz com os hospitais e com as prefeituras, onde a gente consegue que os alunos residentes atuem dentro dos hospitais. Então, é um dia muito importante para a gente. É o primeiro passo de muitos que virão”, afirma.

A residência em Medicina da Família e da Comunidade é uma especialização para médicos já formados. Segundo o diretor administrativo dos cursos de medicina da Unip, Cristiano Schiavinato Baldan, é o primeiro contato das pessoas com a saúde básica.

“Os médicos, como o próprio nome diz, vão cuidar da família e da saúde da comunidade. É importante porque ele vai ter uma atuação prioritária em atenção básica. Ou seja, na prevenção de doenças, na promoção de saúde, na educação em saúde. Então, é aquele médico que tem conhecimento de várias especialidades. De casos de atenção básica ou menos complexos.

Residentes

A turma contou com dois alunos. Segundo Maria Carolina Menck Vieira, “Meu primeiro ano pós-formação de medicina foi trabalho na atenção primária e assim, eu me identifiquei muito, eu ainda não tinha feito residência. Então, eu entrei como generalista e me identifiquei muito. Abriu a residência na Unip e eu decidi fazer medicina da família, porque é uma área que me encanta muito”, conta.

Assim que começou a faculdade, Gustavo Thomaz Marques Parra imaginou que fosse querer fazer residência em cirurgia ou algo do tipo, mas acabou se encantando pela medicina da Família e da Comunidade. “Eu comecei a perceber uma medicina mais humana, uma medicina que podia atingir toda a população, e toda a lógica de funcionamento do SUS, eu me apaixonei muito por isso. Então eu acabei mudando totalmente o que eu queria, por isso que eu acabei escolhendo Medicina de Saúde da Família, para fazer um trabalho de formiguinha e, aos poucos, quem sabe, melhorar mais esse SUS do Brasil”, observa.