Moradores relatam problemas de manutenção e segurança no parque Miguel Gregório
Queixas envolvem roçagem esporádica, iluminação insuficiente, descarte irregular e deterioração de ponte
Em Sorocaba, o parque Miguel Gregório de Oliveira, localizado entre o Júlio de Mesquita Filho e o Santa Bárbara, com acesso pela avenida Américo Figueiredo e diversas ruas dos dois bairros, é utilizado por moradores como área de lazer e prática de atividades físicas. Segundo o site oficial da prefeitura, o espaço conta com pistas de caminhada em cimento e em saibro — mistura de areia, argila e fragmentos de rocha —, placas de demarcação do percurso e uma ilha de alongamento.
Moradores do entorno relatam, no entanto, problemas relacionados à manutenção periódica, à iluminação e à conservação das estruturas internas.
Frequência de manutenção
A moradora Mariana Barroso Italino, que vive na região há quase 30 anos e trabalha em uma escola próxima ao parque, afirma que a roçagem do mato ocorre de forma esporádica. “A última vez que teve roçagem foi há cerca de quatro meses. No máximo, acontece uma ou duas vezes por ano”, relata.
Segundo ela, a altura da vegetação e a iluminação insuficiente impactam a circulação no período noturno. A escola onde trabalha atende alunos até as 21h20. “Muitos alunos moram aqui perto e precisam passar pelo parque à noite. Eles acabam dando uma volta maior porque não têm condições de atravessar a pista de caminhada. Já houve relatos de roubo e uso de drogas no local”, afirma.
Descarte irregular e áreas sem conservação
O professor Guilherme Pereira Daldão, de 29 anos, também morador do bairro, afirma que há intervenções no local, mas considera que elas ocorrem de maneira pontual. “Existe manutenção, mas ela acontece de forma pontual. Pequenos problemas vão ficando e acabam se acumulando”, diz.
De acordo com ele, embora existam contêineres nas proximidades, o descarte irregular de resíduos ocorre com frequência, incluindo entulho e restos de grama. Ele também aponta que, por se tratar de um parque de grande extensão, nem todas as áreas recebem manutenção de forma uniforme.
“Mais para o fundo do parque, às vezes falta manutenção. A grama chega a um ponto em que deveria ter sido cortada antes”, afirma.
Ponte interna apresenta deterioração
Moradores também mencionam a condição de uma ponte interna instalada na época da inauguração do parque, há cerca de 20 anos.
Segundo Mariana, a estrutura apresenta deterioração e não passou por reparos ao longo dos últimos anos. “Quando inaugurou, era um espaço cuidado, tinha até uma ponte para atravessar. Hoje está destruída e nunca foi arrumada”, relata.
Resposta oficial
A Secretaria de Serviços Públicos e Obras (Serpo) informa, em nota, que “enviará uma equipe técnica ao local para verificar as necessidades de manutenção e incluir as intervenções na programação de execução”. A pasta reforça que a manutenção ocorre regularmente, sempre que necessário e conforme cronograma pré-estabelecido.
Já a Guarda Civil Municipal (GCM) informa que realiza patrulhamento preventivo no parque e nas áreas adjacentes em horários diversos e alternados, com equipes atuando 24 horas por dia. Segundo a corporação, em 2025 foram realizadas 339 rondas preventivas especificamente na área do parque e arredores. Neste ano, até o momento, foram registradas 43 rondas.
A GCM afirma ainda que reforçará a presença de guardas municipais no local e orienta a população a acionar os telefones 153 (GCM) e 190 (Polícia Militar) para denúncias. (João Frizo)