Sorocaba arrecadou mais de R$ 12 bilhões de reais em 2024

Cidade ultrapassa arrecadação de tributos até de capitais, como Belém, Pará

Por Tom Rocha

Na comparação com outros grandes municípios, Sorocaba integra grupo formado por cidades com forte base industrial e logística, como Jundiaí (21º lugar) e Uberlândia (22º)

Um estudo do Instituto Brasileiro de Planejamento e Tributação (IBPT) sobre os cem municípios brasileiros com maior arrecadação de tributos em 2024 confirma Sorocaba como um dos principais polos econômicos do interior paulista. A cidade ocupa a 24ª posição no ranking nacional, com R$ 12,02 bilhões arrecadados, resultado que a coloca à frente de capitais e de centros urbanos tradicionais, evidenciando a força do seu parque industrial, logístico e de serviços.

Entre os resultados, destacam-se as cidades que ocupam as dez primeiras posições do ranking: São Paulo (SP), Rio de Janeiro (RJ), Brasília (DF), Belo Horizonte (MG), Osasco (SP), Curitiba (PR), Barueri (SP), Porto Alegre (RS), Itajaí (SC) e, por último, Campinas (SP).

Sorocaba, com seus R$ 12.024.745.336,31, se coloca à frente de capitais como Belém (Pará) e de cidades médias industrializadas, reforçando seu peso econômico no cenário nacional. Segundo os dados do instituto, divulgados na quinta-feira (5), Sorocaba é um dos principais polos arrecadatórios do interior paulista e do país.

Na comparação com outros grandes municípios, Sorocaba integra um grupo formado por cidades com forte base industrial e logística, como Jundiaí (21º lugar), Uberlândia (22º) e Vitória (23º). Embora distante dos gigantes da arrecadação — liderados por São Paulo, Rio de Janeiro e Brasília —, o desempenho sorocabano é semelhante ao de outros centros regionais estratégicos, o que evidencia a relevância do seu parque produtivo e da circulação econômica local

Dentro do Estado de São Paulo, Sorocaba se posiciona como um elo intermediário entre a capital e os grandes polos do interior. Cidades como Campinas (10ª), São Bernardo do Campo (13ª), Guarulhos (17ª) e Jundiaí (21ª) apresentam arrecadações mais elevadas, enquanto Sorocaba supera municípios tradicionais como Santos, São José dos Campos e Ribeirão Preto.

Região Metropolitana

Ao observar especificamente a Região Metropolitana de Sorocaba (RMS), o estudo mostra que Sorocaba é, de longe, o principal destaque regional em arrecadação tributária. Esse dado reforça a dependência regional da atividade industrial, comercial e de serviços instalada em Sorocaba, contrastando com regiões metropolitanas mais equilibradas, como a de Campinas ou a Grande São Paulo

Pelo estudo do IBPT, Porto Feliz, que é da RMS, ocupa a 96ª posição nacional em arrecadação per capita, com R$ 19.892,25 por habitante em 2024, um valor expressivo para um município de médio porte.

Isso coloca Porto Feliz em situação diferente de Sorocaba: se destaca pela eficiência arrecadatória por habitante, mesmo sem figurar entre os maiores volumes absolutos.

Dados gerais

Ao analisar a arrecadação total dos cem municípios com os maiores valores, observa-se que, apesar de concentrarem 77.258.944 habitantes — o equivalente a 36,40% da população brasileira —, esses municípios apresentaram um montante de R$ 1.955.366.584.074,18, o que representa 77,58% do total geral arrecadado no país.

Entre os cem municípios com maior arrecadação de tributos, a liderança em número de cidades é da região Sudeste, com 53 cidades, seguida pela região Sul, com 26, Nordeste, com 12, Centro-Oeste, com seis, e, por último, a região Norte, com apenas três municípios.

O estudo chama atenção para o fato de que somente o estado de São Paulo aparece no ranking com 36 municípios, representando 36% do total. Além disso, destaca-se Santa Catarina, com 12 cidades, evidenciando a força econômica atual do Estado, seguido por Minas Gerais, com nove municípios, e Paraná e Rio Grande do Sul, com sete cidades cada.

Metodologia do estudo

O levantamento foi realizado com base no Banco de Dados da Receita Federal do Brasil, considerando os tributos administrados pelo fisco federal em todos os 5.570 municípios, conforme dados do IBGE. Após a consolidação das informações, foi elaborado o ranking das 100 maiores arrecadações. Em seguida, os dados populacionais do IBGE foram utilizados para o cálculo da arrecadação per capita.

Os valores informados referem-se, exclusivamente, à arrecadação de tributos ministrados pela Receita Federal do Brasil, em que o recolhimento se deu dentro dos limites geográficos de cada município, mas que não se trata da arrecadação que efetivamente entrou nos cofres públicos do município.