Volta às aulas aumenta em até 150% a procura por uniformes escolares

Por Cruzeiro do Sul

Produção começa meses antes e lojas ficam cheias de consumidores

Com a proximidade do início do ano letivo, a procura por uniformes escolares aumenta de forma significativa. O período concentra a maior parte das vendas do setor e movimenta tanto a produção quanto o atendimento ao público. De acordo com a gerente de uma loja de uniformes, Priscila Guariglia, o começo do ano representa um crescimento médio de 150% no movimento em comparação com os outros meses. Para dar conta da demanda, a produção começa cerca de três meses antes. “Desde outubro a gente já começou a costurar as peças para estarem disponíveis agora em janeiro”, explica.

Segundo Priscila, o planejamento leva em conta as vendas do ano anterior, a expectativa de crescimento e mudanças no cenário educacional, como escolas que fecham, abrem ou alteram o modelo de uniforme. “Existem variações de um ano para o outro. Tem escola que muda o uniforme ou passa a usar um modelo específico, o que altera a demanda”, afirma.

Além do reforço na produção, o número de funcionários também é ampliado. “A gente praticamente dobra o quadro de atendimento. As contratações começam em novembro e o treinamento segue até janeiro, para conseguir atender o fluxo maior”, conta a gestora.

Do lado dos consumidores, a compra do uniforme nem sempre é planejada com antecedência. Lenice Faleta, diz que costuma comprar o uniforme da neta no começo do ano, de acordo com suas condições financeiras. “Quando eu tenho condições, eu vou e compro. Sempre no começo do ano”, relata.

Para ela, o principal critério na escolha é a qualidade do tecido. “A roupa é lavada muitas vezes. Tem uniforme que fica cheio de bolinha e feio. Eu gosto quando o tecido dura”, explica. Lenice também afirma que costuma doar os uniformes usados para pessoas que precisam. “Se alguém está precisando, eu prefiro doar. É melhor ajudar”.

Outra consumidora, Patrícia Gomes, compra o uniforme pela primeira vez e conta que não teve tempo de pesquisar preços. “Eu até pesquiso, mas estou na correria. Então resolvi comprar direto”, diz. Ela afirma ter se assustado com os valores. “Gastei quase 300 reais. É caro e pesa no orçamento”.

Segundo Patrícia, a compra foi necessária porque a filha mudou de escola. “Não tem como adiar. Não pode ir para a escola sem uniforme”, explica. Ela afirma que precisou deixar parte da compra para janeiro e que, até o momento, achou o movimento das lojas tranquilo nos horários que ela frequenta. (Maria Clara Campos - programa de estágio)